O presidente da Associao Comercial e Empresarial (ACE) de Pompeia, Rinaldo Jos Traskini, pede o fim da paralisao da greve dos caminhoneiros, que vem prejudicando de forma incontrolvel todos os segmentos da sociedade em geral, enquanto que o presidente da Federao das Associaes Comerciais do Estado de So Paulo (Facesp), Alencar Burti, alm de pedir o fim da paralisao, sugere a reformulao dos custos no transporte. O que no d mais continuar nesta situao, destacou Rinaldo Jos Traskini, em tom de preocupao com a paralisao lenta e gradual de diversos setores do comrcio varejista, por falta de funcionrios e produtos, por consequncia do movimento nacional nas estradas.
O presidente Alencar Burti comenta sobre a continuidade da paralisao dos caminhoneiros por todo o pas, tambm em tom de preocupao. No apoiamos o bloqueio de estradas e quaisquer outras medidas que interrompam o direito de ir e vir das pessoas, escreveu o dirigente paulista ao passar para todas as associaes comerciais o posicionamento da entidade. Defendemos o direito legtimo de greve, mas sempre dentro dos limites da lei, declara Alencar Burti que tambm prev um caos maior, caso os motoristas no retomem a atividade e que os bloqueio no sejam desativados. O medo que isso se torne um instrumento poltico, disse Rinaldo Jos Traskini sendo mais pessimista em virtude dos ltimos acontecimentos.
Para Alencar Burti o governo est procurando atender a todas as reivindicaes e, por isso, os caminhoneiros precisam encerrar a paralisao. Prorrogar acarretar em custos ainda maiores a mdio prazo, escreveu o lder da federao das associaes comerciais. At para os prprios caminhoneiros e os familiares deles sero prejudicados, ressaltou Rinaldo Jos Traskini que vem acompanhando os acontecimentos e pedindo cautela para os comerciantes em geral. No existe muito o que orientar, pois, cada um est vivendo um problema, pontuou o dirigente da associao comercial pompeense ao lembrar que alguns comerciantes esto ficando sem produto de reposio, outros sem insumos e alguns sem os prprios funcionrios que dependem do transporte em colapso.
O presidente da Facesp defende que preciso acima de tudo, despertar e alertar a nao para a urgncia de uma reformulao na relao entre o transporte e os custos que ele gera, principalmente os tributrios. Voltamos ao problema que sempre foi dito pelas associaes comerciais, quanto a elevada carga tributria, recordou Rinaldo Jos Traskini, ao lembrar que foi atravs de uma iniciativa da Facesp que hoje sabe-se o peso dos impostos em produtos e servios. Hoje est claro que a tributao o maior problema na formulao dos preos, disse o dirigente de Pompeia. A Facesp contra qualquer aumento de impostos neste momento, acrescentou Alencar Burti ao enfatizar que a carga tributria brasileira alcanou nveis insuportveis.
De acordo com o lder paulista a Facesp no passar orientao formal s associaes comerciais paulistas sobre a paralisao dos caminhoneiros. Cada entidade tem a liberdade de levar em conta as condies e a realidade de seu municpio, buscando sempre aes que minimizem os impactos para o comrcio e para a populao, afirma Alencar Burti ao deixar claro que as associaes comercias devem utilizar o bom senso, nas manifestaes locais.
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