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Título: A arte de ensinar a ler, de educar cientificamente as crianas
 
Viviane Galvo

Estudiosos do conhecimento tais como Hodson & Hodson, entre tantos outros, nos colocam que dentre as vrias estratgias de trabalho, nas quais se englobam tarefas e vrias atividades desenvolvidas ao nvel das prticas de ensino das cincias, destaca-se pela sua relevncia o Trabalho Prtico, aquele que envolve atividades de pesquisa e de representao da realidade pesquisada, a comunicao.

Para estes estudiosos do conhecimento, o Trabalho Prtico com o uso de metodologias variadas e recursos lingsticos tambm variados (de comunicao) uma ferramenta primordial educao cientfica de qualidade. um meio privilegiado para se evidenciar no resultados (bvios), nem s processos cientficos e, muito menos, para cumprimento do currculo, mas para se (re) criarem contextos de aprendizagem, desenvolverem-se atitudes diferenciadas de leitura e habilidades de comunicao.

Tais atividades, abertas, valorizam contextos no estritamente acadmicos os quais surgem mais por necessidade de encontrar solues para os problemas j anteriormente definidos pela prpria academia com os quais os alunos se debatem; so o fermento para a reflexo crtica com elementos vindos de outras fontes. Neste caso, os resultados de aprendizagem j no so bvios, j no falam por si.

Contrariamente, s podem ser lidos (interpretados) atravs de quadros tericos conhecidos, bem como de outras vivncias, ou seja, atravs de sentidos que emergem sobretudo da experincia do quotidiano.

Concordamos com estes estudiosos que atividades de leitura desse tipo podem ajudar as crianas a compreender situaes socialmente relevantes embora os resultados de aprendizagem deste tipo de leitura no sejam a soluo do problema social. Ou seja, que a leitura subjetiva de mundo ajuda a mudar, paulatinamente, as representaes de mundo das crianas e que tal mudana necessria educao cientfica de qualidade, ao desenvolvimento do senso crtico, poltico-social.

Um bom exemplo de recurso de ensino dessa natureza (e que no o tradicional livro) so os quadros do Arquiteto Miguel Sampaio, as pinturas a leo sobre tela desse artista que retrata a histria local, a vida na cidade de Marlia e regio nas dcadas de 30 e 40.

Estes seus quadros mostram, na seqncia cronolgica de fatos que se sucederam no municpio, as marcas do desenvolvimento da cidade (a paisagem rural que desapareceu com o desenvolvimento do municpio), a sua agricultura cafeeira, algodoeira, a de melancia etc, e ainda, as tradies culturais (brincadeiras de roda, o bambol, a brincadeira com arcos etc) e religiosas tal como a festa de So Joo, entre outras.

Os quadros deste artista plstico nos mostram que os modelos de vida em Marlia eram diferentes dos atuais, mudaram, e com eles o estilo de vida, a arquitetura local etc. Este tipo de compreenso favorece o entendimento da dinmica social, a da vida em seu aspecto histrico-social. Nesse sentido, os quadros deste artista so verdadeiras aulas de histria, mas que s podem ser contadas (ensinadas) por pessoas como ele, que viveu a cidade de Marlia em suas vrias dimenses e que so capazes de represent-la por meio de vrias linguagens, de forma subjetiva, uma competncia que envolve mltiplos saberes e capacidade de comunicao.

Na escola, os professores podero utilizar este tipo de recurso mediador da compreenso de mundo, desenvolver com as crianas trabalhos prticos que levem em conta a problemtica da realidade cotidiana a partir de questes voltadas para a reflexo crtica sobre esta mesma realidade, suscitando, assim, a intersubjetividade necessria resoluo dilemtica da realidade problema.

Tal realidade problema, poder ser, por exemplo, a coleta de lixo seletiva no municpio, o assoreamento do rio do Peixe, o desmatamento das suas matas ciliares, a falta de conservao de ruas e estradas, a pobreza da populao perifrica, ou o tipo de economia atual que mantm o municpio etc. Mas este tipo de busca de entendimento exigir a compreenso da mudana que houve no municpio em relao a estes mesmos aspectos que hoje configuram uma realidade problema.

Tal compreenso emergir na cabea das crianas diante da oportunidade de comparar a realidade de hoje com a de um passado recente, por exemplo, quando o rio do Peixe era piscoso e suas matas ciliares eram robustas, e ainda, quando a nossa alimentao no era to industrializada, como mostram os quadros do Senhor Miguel Sampaio.

Nesta perspectiva de ensino, a do Ensino Por Pesquisa, histrica e atravs de trabalho prtico, entretanto, comunicado atravs de recursos lingsticos diferenciados (por exemplo, por meio de fotografias, de textos escritos e/ou de telas pintadas a leos ou aquarelas), no demais afirmar que as crianas familiarizar-se-o com as caractersticas do trabalho cientfico, porm, rompendo definitivamente com ideias isomrficas, estreitamente ligadas conotao do ensino mais comum e muito em voga nos anos 60 e 70 - O Ensino por Descoberta cujos resultados de aprendizagem eram comunicados estritamente por meio da escrita tradicional, a mesma que nos levou a memorizar fatos descontextualizados, sem sentido, lidos e comunicados por ns como se fossem uma cpia da realidade estudada - um tipo de aprendizagem ingnua que hoje mantm a escola e os professores como transferidores de conhecimentos e no como mediadores (comunicadores) e ainda o poder pblico ausente de polticas pblicas na rea da Cultura.

Finalmente, pelo que nos colocam os estudiosos do conhecimento acima citados, resta-nos dizer que ensinar a ler o mundo nos dias de hoje uma arte e no um ofcio de docncia, depende da Escola, dos professores e do poder pblico municipal, ou seja, das oportunidades de pesquisa da realidade vivida com o uso de recursos lingsticos diversos; que ensinar a ler o mundo ensinar a (re)criar, a interpretar a realidade vivida numa perspectiva histrica e social com o uso de recursos de comunicao, de compreenso da dimenso social do mundo e no com recursos de transmisso, voltados para a cpia e memorizao.

Viviane Galvo
Doutora em Educao Cientfica e
integrante do Conselho Municipal de Cultura
 
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