Integrantes da diretoria da Associao Comercial e Industrial (ACI) de Marlia, acreditam que somente medidas estruturais sero capazes de reverter a trajetria de alta da dvida pblica, e enfrentar a crise econmica instalada na sociedade. Medidas estruturais em todos os nveis, disse o presidente da associao comercial, Libnio Victor Nunes de Oliveira, ao conversar a respeito com outros integrantes da diretoria. Somente haver melhora das contas pblicas, se ocorrer reformas estruturais que tenham capacidade de reduzir as despesas do Governo, defendeu o tesoureiro da diretoria, Gilberto Joaquim Zochio. Alteraes na Previdncia, por exemplo, alm de aliviar o gasto do Estado no longo prazo, tendem a provocar a retomada da confiana pelos investimentos e, consequentemente, do crescimento e da arrecadao, completou o superintendente da entidade, Jos Augusto Gomes.
As reformas estruturais ganharam um papel fundamental, segundo os dirigentes da Acim, porque, em 2015, o governo cortou boa parte do que era possvel. Dessa forma, numa economia em recesso e com queda de receita, a equipe econmica tem atualmente pouca margem de manobra para conduzir as contas pblicas. A nova meta fiscal anunciada pela equipe econmica prev um dficit de at 1,55% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016. Se o nmero se confirmar, ser mais um ano de um resultado bastante negativo, disse com tom de desnimo o presidente da Acim. Em 2015, com o reconhecimento das chamadas pedaladas fiscais, o dficit foi de 1,9% do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas do pas). Mesmo diante desse pensamento o Governo ainda no se convenceu da necessidade da adoo de medidas estruturais, disse Gilberto Joaquim Zochio. A Previdncia deve ser revista, mas a deteriorao do quadro poltico, com o risco de impeachment da presidente Dilma Rousseff, fez com que tudo isso ficasse ao segundo plano, acrescentou Jos Augusto Gomes.
Todos admitem que o Brasil vai ter um dficit gigantesco enquanto no tiver condies de fazer as reformas necessrias. Somente com as reformas que sero possveis melhorias na perspectiva dos investimentos privados, o que ajudaria a economia a sair do impasse em que ela est atualmente, frisou Libnio Victor Nunes de Oliveira, ao acrescentar que a piora das finanas pblicas tambm faz com que a dvida pblica cresa ainda mais nos prximos anos. O resultado negativo do setor pblico consolidado deve atingir o equivalente a 1,8% do PIB neste ano, disse o dirigente mariliense que prev um recuo da economia de 4,2% em 2016, acima da previso de queda de 3,05% manifestada pelo Ministrio do Planejamento.
A continuar nesta situao a dvida pblica bruta como proporo do PIB deve avanar de 66,2% em 2015 para 75% neste ano e romper os 80% em 2017, arriscam os dirigente de Marlia ao avaliarem que a nova meta fiscal do governo mais realista. O que eles esperam mais realista e, inclusive, est dentro de projees de que o dficit primrio poder chegar a 1,5% e 2% do PIB neste ano, aponta Jos Augusto Gomes. Mas o que no to adequada a forma que est sendo colocada, apontou. Perdeu-se cinco anos para fazer aes de contingenciamento, frisou o superintendente. E esse formato s refora a incapacidade do governo de cortar despesas, lamentou. Agora fica mais difcil com esse ambiente poltico desfavorvel ao Governo, completou em tom preocupante.
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