“Somos um anjo de uma asa só. Por isto,
voamos apenas quando nos abraçamos uns aos outros”
Não sobrevivemos sozinhos: precisamos do conhecimento dos outros, precisamos da proteção dos outros, Nós somos os outros dos outros!
Quando nascemos somos frágeis e precisamos de uma mãe, esta é a nossa primeira relação e tem grande significado para toda nossa vida. Somos sempre um outro numa relação entre duas pessoas. O significado da proteção que recebemos, a princípio dentro de um útero, ligado por um cordão umbilical, estende-se até ao estabelecimento de marcos onde termina um e começa o outro – limites que são as fronteiras físicas e psicológicas entre mãe e filho.
Conforme nosso desenvolvimento, até o final do que chamamos adolescência, dependemos de um grupo, que pode sempre ser chamado de família, que nos oferece abrigo, alimento e treino para a vida social; onde todos, de uma forma, servem e são servidos, uns pelos outros e este modelo tem um importante papel; está definido sob forma de hábitos, rituais, crenças, conhecimentos, tecnologias, regras, normas tudo enfim que chamamos resultado da civilização ou cultura, e que nos faz o que somos.
Quando estamos funcionais e saudavelmente inseridos em um modo de viver, temos uso pleno de tantas e todas as ferramentas adquiridas neste processo para conduzir nossa vida por decisões, escolhas e empreendimentos, em busca de condições e recursos, enfim de um melhor e efetivo conjunto para nos oferecer ao serviço dos outros.
Quando somos assaltados, ameaçados assustados e agredidos física e verbalmente por outra pessoa desse grupo, perdemos a condição saudável e funcional, assim como emergem deficiências outras, que deixaram falhas e marcas em nosso desenvolvimento e isso é o que chamo de problema de gente e que afirmo que é gente que resolve.
E gente se resolve é em grupo também! Para a prática de grupo, a opção por um Amor-Exigente nos convida a:
Estudar e conhecer a filosofia do AE, acreditar nela e adequá-la à nossa própria vida para estruturar e conduzir os relacionamentos com pessoas. Participar de um grupo que esteja no mesmo propósito.
Compreender que os problemas de funcionamento das relações familiares não se resolvem com a urgência que acreditamos ser necessária, mas sim com a medida da nossa capacidade de nos modificar, perseverando nas propostas de uma melhor qualidade de vida. Precisa-se de paciência, calma, firmeza e honestidade. De decisões dentro de um plano de vida, para toda a vida!
O grupo de apoio do AE se põe a serviço da pessoa que o busca, e passa por um processo de transformação e amadurecimento, na medida em que acumula experiências e se aperfeiçoa na humildade: atende na gratuidade, do encontro e do estudo, na compreensão de limites, na adoção de regras, em atitudes conseqüentes; faz isso com o exercício da persistência, da verdade, do confronto construtivo e fraterno; no que proporciona uma chance de mudança no modo de viver, compartilhando vidas e conhecimento, oferecendo proteção e praticando auto e mútua ajuda.
Fonte Informativo Febrae. Autor: João Francisco de Souza Duarte - Colaboração: Lucila Costa – Coordenadora Regional de Amor-Exigente |