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| O presidente da Uniodonto de Marília, Marcelo Takagi, alerta profissionais odontológicos e comunidade em geral, quanto ao tratamento de canal, que é uma das atividades na área de maior procura e que é cercado de muitos mitos. “O tratamento de canal é indicado em casos de cáries profundas, lesões endoperiodontais, fraturas dentárias, trauma dentário, trauma ortodôntico e necessidades protéticas que consiste na retirada da polpa do dente”, disse o dirigente mariliense ao destacar que a polpa é um tecido que produz a dentina, e ela pode infeccionar devido alguma cárie profunda, fratura ou trinca no dente, que permita a ação de bactérias. “Se isso acontecer ela deve ser retirada e substituída por um material obturador que vede e feche o dente”, explicou o profissional e dirigente da Uniodonto. Segundo ele quando o dente apresenta uma dor muito forte, sem estímulo e de forma latejante, não muito bem localizada e que aumenta com o calor, é preciso procurar um profissional da área para resolver o problema. “Neste caso a polpa está inflamada e o uso de analgésicos não resolve”, disse Marcelo Takagi que ao conversar com colegas dentistas, percebeu ser o canal um dos serviços de muita realizações entre os pacientes. “Nem todo dente que dói, é necessário realizar o tratamento endodôntico, no caso, o canal”, explicou o dirigente que considera importante detectar o problema o mais cedo possível. “Dependendo do caso, a dor é insuportável”, falou. O exame clínico e radiográfico são etapas de grande importância no tratamento, pois é uma das formas existente de conhecer as estruturas internas e as relações com as demais partes anatômicas. “Uma das principais vantagens de se realizar esse tipo de tratamento é o fator da conservação do elemento dental”, disse Marcelo Takagi. “A desvantagem é que pode acontecer o escurecimento do dento, mas isso pode ser tratado com o clareamento interno”, explicou ao fazer o alerta: o não tratamento do canal poderá desenvolver uma lesão na região apical (infecção na raiz e tecidos vizinhos), havendo consequências mais sérias como dor intensa, inchaço, febre e bacteriemia (bactérias na corrente sanguínea). A única solução a partir daí, poderá ser a extração do dente. Para Marcelo Takagi dificilmente um dente com o canal tratado volta a doer, já que ele perde a sensibilidade, mas em alguns casos isso pode ocorrer devido a alguns motivos: falha do tratamento anterior; dentes com raízes muito curvas; canais calcificados e quebra ou ausência da restauração do dente com canal tratado. “O índice de sucesso do tratamento de canal é por volta de 90%”, disse. “E o dente pode ter uma vida útil igual ao de um dente íntegro”, comparou. |
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