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| O presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), Sérgio Lopes Sobrinho, também é da opinião defendida pelo presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), Rogério Amato, que tem orientado os comerciantes a reverem o desejo de terem os caixas eletrônicos nas lojas. “A orientação é de que os comerciantes que se sentirem ameaçados por roubos e assaltos que negociem a retirada dos caixas eletrônicos de seus estabelecimentos”, disse o dirigente mariliense, que é vice presidente da Facesp. “O presidente Amato foi claro no sentido de que o perigo existe”, falou. Para Rogério Amato, se esse tipo de roubo continuar, a tendência é que os donos dos negócios, especialmente os pequenos, acabem renegociando com os bancos para retirar os caixas do local. “Muitos comerciantes já estão até cobrindo as máquinas com lonas pretas para não chamarem tanto a atenção”, disse em conversa na capital paulista, quando o dirigente mariliense esteve presente para deliberar sobre alguns assuntos sobre as atividades da federação. “A insegurança é grande e o comerciante passa a ter o maior prejuízo com ações violentas neste sentido”, comentou. Segundo o presidente da Facesp, no caso dos shoppings e supermercados, a situação é diferente, uma vez que os assaltantes procuram facilidade na hora do roubo. “Se o caixa estiver em um lugar de difícil acesso ou com muito movimento, os ladrões desistem com mais facilidade”, comparou Rogério Amato ao ser flexível na opinião. “O problema está no caixa eletrônico que fica em locais sem muito movimento ou com pouca iluminação”, acrescentou Sérgio Lopes Sobrinho ao verificar alguns casos isolados ocorridos no interior paulista. “Não precisamos esperar acontecer para depois lamentar”, falou ao se antecipar na prevenção e dificultar as ações dos marginais. Rogério Amato recorda que no passado as empresas, inclusive muitas indústrias, tinham postos de atendimento bancário dentro das suas unidades, mas como eram muito roubados, resolveram acabar com o serviço interno. “O caixa eletrônico dentro do estabelecimento pode ser um atrativo para o consumidor, mas com esses roubos recorrentes, tem se tornado frustrante manter um equipamento dentro do pequeno comércio”, disse o presidente da Facesp e da Associação Comercial de São Paulo. “É preciso avaliar cada caso e preservar, sempre, a segurança do consumidor”, avalia. |
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