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| O presidente da Uniodonto de Marília, Marcelo Takagi, considerou interessante pesquisa desenvolvida pelo estudioso e pesquisador da odontologia, Marco Antônio Manfredini, sobre a análise como os usuários do Sistema Único de Saúde, veem a saúde bucal em São Paulo. “Não é questão de novidade e sim pelo fato de agora haver estudo técnico neste sentido”, disse o dirigente da cooperativa de trabalhos odontológicos que vem tentando, há tempos, conversar sobre o assunto com os responsáveis pelas políticas públicas na área da saúde. “Este estudo teve como objetivo analisar as representações sociais sobre saúde bucal e controle social entre lideranças da União de Movimentos Populares de Saúde de São Paulo (UMPS)”, comentou Marcelo Takagi. De acordo com o presidente da Uniodonto de Marília, o estudo verificou que o acesso à assistência odontológica pública é um dos principais problemas na área da saúde bucal. “Esta situação não é nova, porém, é preciso de dados que confirmem isso”, reclamou. “Nunca tivemos informação de como a população percebe esta necessidade”, ressaltou o dirigente da cooperativa. Segundo Marcelo Takagi o que se discute com esta pesquisa, é se os cuidados em saúde bucal são sentidos como necessidade por lideranças de movimentos populares de saúde, e como eles lidam com o tema. “O pesquisador identificou como resultados que o processo saúde-doença foi reconhecido como socialmente determinado”, explicou o dirigente mariliense. Já em relação ao entendimento de saúde bucal como necessidade, houve antagonismo. A associação com a saúde geral foi apontada como necessidade, mas a não identificação da saúde bucal como prioridade foi atribuída à população, a fatores econômicos, aos governos e à falta de vinculação com a saúde sistêmica. “É aqui que precisamos discutir melhor a questão e quebrar esses paradigmas”, opinou ao considerar importante uma gestão de saúde pública específica na área da odontologia. “É sabido que inúmeras doenças começam pela saúde bucal”, falou. “Ao tratarmos deste problema de forma preventiva, inclusive, eliminaremos outras doenças que oneram o Governo em geral”, opinou. Apesar dos avanços do Programa Brasil Sorridente, os serviços odontológicos públicos cobrem menos de 10% da população, expandindo-se à cobertura dos planos odontológicos (18%). O estudo chama a atenção, ainda, para a visão dos cuidados com a saúde bucal como mercadorias, que estariam acessíveis apenas a quem puder pagar por eles. “Esse é outro paradigma que necessita ser quebrado”, especificou o dirigente mariliense. |
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