Título: Dirigente alerta doença entre homens no Brasil
 
Marcelo Takagi, presidente da Uniodonto, fala sobre o perigo do câncer de boca
 
O presidente da Uniodonto de Marília, Marcelo Takagi, considerou alarmante o fato do câncer de boca ser o quinto caso mais comum entre homens do Brasil por falta de um trabalho preventivo. “Uso do cigarro e do álcool são os principais fatores de risco da doença”, disse o dirigente mariliense que chama a atenção da comunidade para este perigo. “O câncer oral ou de boca envolve a região dos lábios e a cavidade interior da boca”, falou ao tomar conhecimento sobre a doença que vem chamando a atenção dos dentistas cooperados. “Muitos profissionais estão assustados com o crescimento de casos neste sentido”, destacou ao mostrar que o cigarro e o álcool, além de potencializar o aparecimento de várias doenças, são os principais fatores de risco de câncer de boca – doença agressiva que pode mutilar o rosto e matar.

No Brasil, este é o quinto tipo de câncer mais comum entre os homens. Dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer) estimam que surgirão 14.120 novos casos de câncer de boca no país somente em 2010, dos quais 10.330 em homens e 3.790 em mulheres. Os homens são as principais vítimas, pois costumam fumar e beber mais. No entanto, com a mudança de hábitos advindos da vida moderna, a doença também se alastra entre as mulheres. Atualmente é o sétimo tipo de câncer mais comum entre elas. Em 2007, era o oitavo. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), 43% das mortes por câncer em todo o mundo são causadas pelo consumo do tabaco, do álcool, por maus hábitos alimentares e de estilo de vida e infecções.

O câncer oral ou de boca envolve a região dos lábios e a cavidade interior da boca. Isto é, podem afetar as bochechas, língua e embaixo dela (assoalho), o céu da boca (palato duro) e as amídalas. Em casos mais extremos, quando há metástase, pode chegar à região da orofaringe (pescoço) e subir para o rosto. Segundo a Associação Brasileira de Odontologia, quem fuma tem 25 vezes mais chance de ter doenças na boca do que os não fumantes, o que pode piorar com a ingestão de bebidas alcoólicas. Isso acontece porque o tabaco e o álcool causam alterações nas células da mucosa da boca e da pele, capazes de acelerar o crescimento das células cancerígenas e aumentar as chances de lesões e tumores.

Para Marcelo Takagi o cirurgião dentista é quem deve detectar essa anormalidade, após biópsia. A orientação é procurar um especialista ao perceber ferida, nódulo, lesão ou manchas avermelhadas, escuras ou esbranquiçadas na boca, que não cicatrizaram em uma semana. “O quadro é assustador”, disse ao apontar a prevenção como sendo o melhor caminho para se evitar a doença, pois pode evitar o tratamento com quimioterapia e radioterapia, e aumentar as chances de cura. “Quando o câncer é detectado nos estágios mais avançados a pessoa pode perder completamente áreas expostas da face, como o nariz, queixo, olho, orelhas”, explicou. “É um tratamento que mutila e impede o convívio social”, disse ao afirmar que se tratado logo no início, a chance de cura chega a quase 80%, segundo dados da OMS.
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