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| O fotógrafo Manuel Joaquim Pires foi homenageado pelos rotarianos do Rotary Club de Marília Pioneiro, do Distrito 4510 do Rotary International, dentro das celebrações no mês de outubro da subcomissão de Serviços Profissionais, quando uma profissão e um profissional são destacados pelo Rotary International nos 211 países em que se encontra a organização mundial. “A base do clube é a formação de pessoas que são profissionais de destaque em suas atividades”, disse a presidente do Rotary Club de Marília Pioneiro, a dentista Sandra Aparecida de Souza Craveiro, ao explicar a importância da cerimônia. “Anualmente fazemos este tipo de homenagem, depois de escolher a profissão e o profissional e avaliar a influência de ambos em nossa comunidade”, completou. “O senhor Manuel foi lembrado com louvor, e ao tomar conhecimento do trabalho dele, foi escolhido com unanimidade em nosso clube”, disse a dirigente. Ao lado de familiares e amigos, o homenageado sentiu-se surpreso pela lembrança e mesmo sendo extrovertido e pró-ativo, emocionou-se com a cerimônia e foi contido nos agradecimentos. “Se não formos humildes, perdemos a qualidade das outras virtudes que temos”, disse em tom emocionado ao agradecer a homenagem dos rotarianos do Rotary Club de Marília Pioneiro que mostraram parte do trabalho desenvolvido por ele, em mais de 50 anos de atividade profissional na cidade de Marília, tendo fotos publicadas internacionalmente e sendo o autor de centenas de cartões postais de pontos estratégicos e turísticos de Marília. “Meu trabalho com fotografia é mais por emoção e vocação, do que para fins comerciais”, disse ao admitir que passou dificuldades financeiras ao viver do trabalho fotográfico. Nascido em 1933 na Aldeia Quinta de Gonçalo Martins, na Freguesia do Marmeleiro, Conselho e Distrito da Guarda, Província da Beira Alta, em Portugal, Manuel Joaquim Pires chegou ao Brasil dia 7 de fevereiro de 1950, passando por Santos, São Paulo, Padre Nóbrega e chegando em Marília no ano de 1953. Foi proprietário do Bar Paraná, quando começou a fotografar flagrantes de Marília com uma máquina japonesa “Zenóbia”. Em 1960 registrou o primeiro Festival de Cinema no Brasil, na cidade de Marília, quando se destacou na área. Escreveu em jornais, foi apresentador de programa de rádio, bem como recebeu homenagens como: Oficial do Infante Dom Henrique, foi declarado desde 1973 como Cônsul de Portugal em Marília e região, e considerado Cidadão Mariliense pela Câmara Municipal em 1999. Na década de 70 ministrou cursos de fotografia com laboratório e foi considerado pioneiro no Brasil nas revelações em cores em 1976. Participou de centenas de congressos e seminários de fotografia, tendo o diploma de “Congressista típico”, em razão do grande número de participações. # |
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