|
||||||
|
||||||
| O presidente da Uniodonto de Marília, o dentista Marcelo Takagi faz um alerta quanto ao uso excessivo de enxaguantes bucais que podem causar câncer e não eliminam o mau-hálito. “Cerca de 90% dos casos, este problema é causado pela presença de bactérias em locais onde o efeito dos colutórios bucais é desprezível”, disse o dirigente ao chamar a atenção da comunidade em geral quanto as promessas do produto. “Para complementar a higiene bucal, muitas pessoas utilizam, além da escova de dentes e do fio dental, as soluções para bochechos, também conhecidas como enxaguantes ou colutórios bucais”, explicou Marcelo Takagi ao chamar a atenção destes produtos que muitas vezes são indicados, inclusive, para a higiene pós-cirúrgica; os que contêm flúor, para controle de cárie; os que visam combater a hipersensibilidade dos dentes; e, os que contêm substâncias anti-bacterianas, visando eliminar as bactérias bucais e o mau-hálito. “É preciso ter muito cuidado com a utilização de todos eles”, alertou. Para Marcelo Takagi quaisquer desses produtos deverão ser prescritos pelo dentista, de acordo com a necessidade dos pacientes. “Utilizar soluções para bochechos de maneira aleatória é desnecessário, e pode ser perigoso para a saúde bucal”, repetiu o presidente da Uniodonto de Marília, ao conversar sobre o assunto com alguns dentistas cooperados da Uniodonto. Segundo ele as soluções que contêm clorexidina são indicadas para períodos curtos pós-cirúrgicos, uma vez que, além do efeito de controle químico da quantidade de bactérias orais, eles também podem gerar efeitos colaterais importantes, tais como manchamento dos dentes, descamação da mucosa e alteração do paladar. “Mesmo assim esses produtos continuam sendo vendidos nas farmácias sem a obrigatoriedade de receitas”, disse. Os enxaguatórios que contêm flúor estão indicados primordialmente para as crianças, adolescentes e adultos que possuem doença cárie ativa. O íon flúor ajuda no equilíbrio físico-químico do processo de desmineralização dos dentes, e combate a formação da lesão de cárie. Um cuidado especial deve ser tomado com as crianças, segundo Marcelo Takagi. “Normalmente as crianças que utilizam essas soluções inadvertidamente, correm o risco de ingerirem quantidades de flúor sem necessidade, e gerar flurose dental, a depender da idade, ou a flurose esquelética - que são doenças importantes no âmbito da saúde pública”, explicou o dentista preocupado com a falta de informação sobre esses produtos, junto a sociedade. Alguns enxaguantes possuem álcool, o que não é recomendado para a saúde bucal, pois essa substância pode causar a descamação de células da mucosa oral (isso não quer dizer que cause câncer), porém, a literatura científica aponta o excesso de álcool e cigarro como fatores co-carcinogênicos em pessoas susceptíveis a esse tipo de doença. “O melhor, nestes casos, é optar por produtos que não tenham o álcool em sua composição”, suavizou Marcelo Takagi que ressalta a importância de haver receituário médico. “Havendo algum tipo de alergia, deve ser suspenso o uso imediatamente”, avisou ao garantir que está enganado quem pensa que o produto elimina o mau hálito, pois cerca de 90% das causas de odores bucais são responsáveis por dentes, gengivas e língua, e apenas 10% das causas são estomacais e amigdalianas. # |
||||||