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| O presidente do Sindicato Rural de Marília, Yoshimi Shintaku, está alertando todos os proprietários rurais de Marília e região, para o perigo no uso do agrotóxico Endossulfan, que tem sido causador de supostos danos a saúde humana. “O Ministério Público Federal ingressou nesta semana com uma ação civil pública, com pedido de liminar, contra a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Saúde, para proibir o uso deste agrotóxico no Brasil”, afirmou o dirigente ao lembrar que este produto foi banido em 60 países e de acordo com a ação, o produto é usado no País principalmente nas plantações de cacau, café, cana-de-açúcar e soja. A retirada do produto no mercado brasileiro pode provocar algum problema para os produtores que utilizam o agrotóxico nas plantações e que podem sentir-se prejudicados por empregarem a substância e não terem alternativas para a substituição. “Os produtores de café são os que mais utilizam deste produto e temem a retirada dele, por não haver um similar”, disse o presidente do Sindicato Rural de Marília ao lembrar que o Ministério Público federal afirma que o Endossulfam está associado ao aparecimento de câncer e a distúrbios hormonais. “Em caso de descumprimento, o MP pede fixação de multa diária de R$ 15 mil, revertida para o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos”, acrescentou o ruralista ao mostrar o tom de preocupação do órgão público. “Existe a acusação de a Agência não haver tomado medidas para cancelar o registro do produto no País, mesmo depois de ter constatado os riscos de intoxicação pelo ingrediente ativo Endossulfan”, comentou. O uso de agrotóxico na agricultura brasileira sempre foi polêmico, segundo Yoshimi Shintaku. Atualmente a Anvisa vinha avaliando outros 14 tipos de agrotóxicos utilizados no Brasil, porém, os testes foram suspensos por causa de ações judiciais A utilização de sistemas alternativos de proteção às plantações está crescendo, porém, de forma lenda e em alguns casos os custos são mais elevados do que os produtos industrializados, uma vez que a opção alternativa é a base de produtos naturais. “Não tenho dúvidas de que é melhor, no entanto, o Governador Federal precisará incentivar as pesquisas e a produção em grande porte”, falou ao adotar algumas destas alternativas na propriedade que detém na região de Júlio Mesquita. |
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