Título: Mercado de cafés especiais cresce no País
 
Yoshimi Shintaku disse que dados sobre cafés especiais animaram empresas multinacionais
 
O Sindicato Rural de Marília divulgou nesta semana que o mercado de cafés especiais, que até então ensaiava o nascimento no mercado brasileiro, está em pleno crescimento. Nos Estados Unidos, foi o crescimento das lojas de conveniência e coffee shops que impulsionou as vendas de cafés especiais e atraiu o consumidor mais jovem para este mercado. De acordo com a Specialty Coffee Association of America, o número de cafeterias já chega a 13.500 estabelecimentos, que faturaram cerca de US$ 6,84 bilhões com vendas de bebidas à base de café em 2001.

O sucesso de vendas de cafés especiais refletiu também no mercado de torrado e moído das grandes multinacionais. Diante dos números, grandes empresas, como a Procter&Gamble, também passaram a explorar esses nichos, lançando diversas linhas de cafés gourmets. Este não é um movimento presente apenas nos países consumidores. O presidente do Sindicato, Yoshimi Shintaku disse que no mercado interno, os reflexos começam a ser sentidos. “Há cerca de dois anos não havia nenhuma marca de café especial no mercado e hoje, os consumidores podem encontrar pelo menos 20 produtos diferentes nas gôndolas dos supermercados e a cada mês surge uma nova marca de café gourmet”, falou.

Seguindo as pequenas torrefadoras, as multinacionais presentes no Brasil também começam a lançar produtos neste segmento. A Strauss Elite, grupo israelense dono da Três Corações, anunciou o lançamento neste mês de um novo produto, batizado de “O Único”, elaborado com grãos 100% arábica para a classe do gourmet.

Outro bom exemplo é a gigante americana Sara Lee, que, com as marcas Café do Ponto, Pilão, Caboclo, União e Seleto, tem uma fatia de cerca de 24% do mercado brasileiro de café torrado e moído. A empresa decidiu apostar alto no segmento gourmet, anunciando investimentos de R$ 5 milhões e uma forte campanha publicitária para o lançamento do Café do Ponto Aralto. De acordo com a empresa, o produto é um torrado e moído produzido com grãos cultivados a uma altitude de mil metros, nas regiões da Mogiana e sul de Minas Gerais. A expectativa inicial da empresa é a de vender o equivalente a 1.300 toneladas no primeiro ano.