Título: Consumo no primeiro trimestre foi 11% a mais, diz a Acim
 
Mauro Celso Rosa, vice-presidente da Acim, demonstra confiança no comércio varejista paulista
 
O vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), Mauro Celso Rosa, considerou como excelente a informação de que o consumo no primeiro trimestre deste ano foi de 11% a mais que igual período do ano passado, com maior oferta de crédito e aumento de renda e emprego entre os paulistas. “Isto quer dizer que vivemos um bom momento e que os lojistas devem aproveitar e serem criativos”, disse o dirigente ao falar sobre a recuperação nas vendas do varejo em geral, de acordo com Pesquisa Conjuntural do Comércio Paulista (PCCV), que mede o comportamento do varejo e apontou no fechamento do primeiro trimestre do ano alta de 11% em relação a igual período de 2009, o melhor resultado dos últimos dez anos.

Segundo o levantamento da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), fatores positivos como mais oferta de crédito e aumento de renda e emprego, além da permanência de benefício fiscais para alguns produtos, contribuíram com alta do consumo. Para o vice-presidente da Acim isto se deve em grande parte aos estímulos econômicos concedidos pelo governo, incluindo a diminuição da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “O poder de compra do consumidor paulista aumentou”, acredita Mauro Celso Rosa ao analisar os dados que indicam expansão de 2% na massa salarial em março e o avanço de 22% na concessão de crédito para pessoas físicas no trimestre em relação a igual período de 2009, de acordo com dados do Banco Central (BC).

Para o vice-presidente da Acim nem o aumento na taxa básica de juros deve interferir no desempenho do comércio. Entre os setores pesquisados pela entidade, os supermercados, que representam 33% do faturamento do varejo, tiveram alta de 3,4% no trimestre. No entanto, a cautela nunca deve ser subestimada, por causa da recessão da economia no primeiro trimestre de 2009. “O comportamento de agora não é um crescimento chinês mas, uma recuperação importante nas vendas do varejo”, disse o vice-presidente ao sugerir cautela na análise. “Os resultados confirmam as expectativas do setor empresarial, com avanço consolidado da oferta de crédito e, conseqüentemente, das vendas no
varejo”, comentou Mauro Celso Rosa.