Título: Disfunção temporo-mandibular pode causar dor de cabeça
 
Claudio Yashima, vice-presidente da Uniodonto de Marília, faz o alerta sobre as dores de cabeça
 
O vice-presidente da Uniodonto de Marília, Claudio Yashima, chama a atenção da comunidade mariliense para um alerta que deve ser levado em consideração sobre uma simples dor de cabeção, que pode estar relacionada a disfunção temporo-mandibular. Segundo o dentista e dirigente da Uniodonto de Marília, nem sempre a cefaléia, a popular dor de cabeça, tem causa neurológica. “O problema pode estar relacionado com uma disfunção temporo-mandibular que precisa ser tratado pelo dentista”, alertou o especialista ao fazer este comentário em recente encontro da diretoria local do sistema nacional de cooperativa odontológica de Marília.

Segundo ele muitas pessoas acreditam que o dentista só cuida de dente, o que não é verdade para o dirigente. “Normalmente a prestação de serviço de um profissional odontológico envolve as estruturas responsáveis pelo processo da mastigação e da deglutição do paciente”, comentou ao chamar a atenção para as dores de cabeça constantes. “A dor de cabeça pode também estar relacionada ao Bruxismo, que é o ranger dos dentes, que pode levar ao funcionamento anormal dos músculos da mastigação e desencadear dor na região da cabeça”, alertou o vice-presidente da Uniodonto de Marília. “Hábitos errados como morder canetas e roer unhas, podem ser causadores destas dores”, acrescentou. “Quem trata deste problema é o cirurgião dentista”, apontou.

Segundo Claudio Yamashima a comparação é simples: da mesma maneira que a ginástica excessiva numa academia qualquer ou o caminhar exagerado gera dor no músculo da perna, a utilização excessiva ou inadequada dos músculos da mastigação também poderá desencadear não só sintomas de dor, como de formigamento, pontadas, e outras incomodações. “Ao usar demasiadamente os músculos da mastigação, como mascar chicletes o dia inteiro, ou morder a caneta e apertar os dentes poderá forçar os músculos a trabalhar mais ou de forma incorreta, causando dores freqüentes”, alertou. “Não existe forma específica para a própria pessoa identificar este tipo de problema”, avisou ao indicar os cuidados de um dentista para avaliar e diagnosticar corretamente este caso. “O tratamento na maioria dos casos é simples, não invasivo, baseando-se principalmente na mudança de comportamentos inadequados e no tratamento local dos músculos afetados”, disse.