Título: Uniodonto alerta para perigos com tratamentos ortodônticos
 
Marcelo Takagi faz o alerta sobre tratamentos ortodônticos errados
 
O presidente da Uniodonto de Marília, Marcelo Takagi, está alertando a comunidade em geral para que tome muito cuidado com os tratamentos ortodônticos, em razão do crescente número de reclamações neste sentido. “É de fundamental importância escolher corretamente um especialista para evitar transtornos”, alertou o dirigente ao falar sobre a grande demanda existente por pessoas que procuram o tratamento ou por estética, ou por qualidade de vida e se arrependem. “Não é porque a pessoa utilizou aparelhos fixos ou móveis que a solução é fácil”, alertou.

O tratamento ortodôntico, segundo Marcelo Takagi, precisa ser feito por um profissional da área e com experiência, afinal cada caso é diferente do outro. “Tem gente que sente dores na mandíbula e não faz ideia de que o problema está nos dentes”, falou. “Alguns casos podem ser até cirúrgicos”, exemplificou ao afirmar que em alguns casos é preciso alinhar as atividades do dentista com a do cirurgião. “É crescente o número de pacientes que se submetem a tratamento ortodôntico e não obtêm o resultado desejado”, lamentou o presidente da Uniodonto de Marília ao se basear em estudos da World Federation of Orthodontists. Segundo a entidade 30% dos pacientes são pessoas que já se submeteram ao uso de aparelho nos dentes e não ficaram satisfeitas. “A correção dos dentes fica mais difícil, depois de já ter sido feito um tratamento errado”, frisou.

No Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp), as denúncias de erros com tratamentos ortodônticos só perdem para os problemas com implantes. “Mas não é algo genérico”, disse Marcelo Takagi ao ressaltar fatores como mudanças fisiológicas e envelhecimento que podem obrigar a pessoa a repetir um tratamento, mesmo que tudo tenha sido feito corretamente na primeira vez. “Daí a importância de contar com um profissional especializado”, justificou ao colocar a entidade que preside a disposição dos beneficiários para optar por profissional especializado nestes tratamentos.

Outro questionamento feito pelo presidente da Uniodonto de Marília, responsável pela cobertura com planos odontológicos nas cidades de: Ourinhos, Lins, Jau, Bauru, Tupã, Assis e Pederneiras, é a existência da má formação profissional nesta área. Segundo ele, há uma proliferação de cursos de ortodontia, mas a maioria tem carga horária insuficiente e não oferece treinamento adequado. “Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos existem atualmente 65 cursos de especialização em ortodontia, enquanto que no Brasil são mais de 500, sendo que apenas 22 têm mais de 2.000 horas-aula”, comparou.

A World Federation of Orthodontists recomenda 3.000 horas de curso. No Brasil, uma resolução do Ministério da Educação exige apenas 360 horas de aula para a especialização. “Mais do que um sorriso bonito, o tratamento deve garantir boa mastigação e oclusão dos dentes e resultar em harmonia facial”, disse Marcelo Takagi ao alertar para tratamento errado que pode provocar alterações musculares na face, perda de dentes e até dores de cabeça por sobrecarga nas articulações.
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