|
||||||
|
||||||
| Ao verificar o Índice quadrimessemanal de Preços Recebidos pela agropecuária paulista referente ao mês de fevereiro, o presidente do Sindicato Rural de Marília, Yoshimi Shintaku, considerou animadora a alta de 10,26% registrada pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA/Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. “Os produtos vegetais tiveram queda, e o feijão com expressiva diminuição o que mostra evolução para o produtor, pois, são considerado produtos básicos na alimentação do brasileiro”, disse o dirigente ao verificar os número e observar a queda de 11,49% no arroz e de 36,06% de diminuição do feijão. Em fevereiro os produtos do IqPR que registraram maiores altas, em comparação com o mês anterior, foram: laranja para mesa (93,42%), tomate para mesa (75,62%), laranja para indústria (34,25%), feijão (17,50%), ovos (16,47%) e banana (10,29%). Para a laranja de mesa, a ocorrência da entrada do verão elevando o consumo de sucos. “Em fevereiro, com o final da safra, a oferta da fruta reduzirá de forma significativa, afetando os preços com pressões para alta”, espera o dirigente ao lembrar que a região tem grande produção do citro. O tomate para mesa também continua o movimento de alta nos preços, devido às fortes chuvas, que tem impedido uma regularidade mínima da oferta do produto. “Mas o tomate é um produto perecível, podendo reverter essa situação de alta seja pela entrada de novas colheitas ou pelo efeito substituição mais decisivo”, comentou. Os produtos que apresentaram quedas de preços no período foram: soja (12,34%), milho (8,30%) carne suína (5,43%), arroz (1,19%) e trigo (0,94%). Para a soja, depois de anunciada safra recorde com crescimento de 30% associada ao início da colheita, as cotações do produto recuaram, além das mudanças na economia chinesa que prognosticam menores aquisições desse produto por esse país asiático. Para o milho, a entrada da safra numa situação em que não foram retomadas as exportações brasileiras comparando com a realidade anterior à crise internacional, pressiona os preços para baixo. Na carne suína o ajuste dos preços para baixo consiste numa tendência inversa do milho, uma vez que os preços desse produto animal estão mais remuneradores que no mesmo período do ano passado e, com isso não estão suscitando as mesmas pressões de custo. |
||||||