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| Dentro do Programa de Estágios desenvolvido pela Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), muitas empresas associadas estão tendo a disposição cadastros de pessoas com deficiências físicas compatíveis para serem inseridos no mercado de trabalho. “O objetivo é fazer com que pessoas interessadas e em condições de trabalho possam ter a oportunidade de uma chance”, disse o presidente da Acim, Sérgio Lopes Sobrinho, que considera importante este tipo de assistência, pois, existem muitas pessoas em condições de trabalho no comércio em geral portadoras de deficiências. “Cada caso é um caso, mas o importante é haver uma análise criteriosa dentro dos parâmetros da empresa que deseja contratar uma pessoa neste sentido”, explicou. As Deficiências Físicas Compatíveis são: Monoparesia de membro superior, com ou sem prótese e prótese e Monoparesia de membro inferior, com ou sem prótese e prótese; Amputação parcial ou ausência de um membro inferior (inclusive dedos dos pés), com ou sem prótese; Membro inferior ou superior com deformidade congênita ou adquirida de grau leve, com ou sem prótese e Membro superior com deformidade congênita ou adquirida de grau leve, com ou sem prótese; Hemiparesia leve; Paralisia Cerebral, desde que não tenha afetado sua coordenação motora fina e sua verbalização; Nanismo; Ostomia; Paraparesia, com ou sem uso de bengalas e/ou muletas; Deficientes auditivos, desde que este consiga se comunicar e verbalizar (com ou sem o uso de Libras). Segundo Juliana Bruno, do setor de Recursos Humanos da Acim, para todas as deficiências que afetam os membros superiores, como: ausência congênita de dedos ou amputação e deformidade nas mãos, serão necessárias a utilização de testes práticos no manuseio antes do resultado final da avaliação. “Uma instituição financeira da cidade tem interesse em contratar um profissional com deficiência física e está a procura de candidatos”, disse a profissional ao deixar claro que a Acim é apenas intermediária com as indicações, sem o poder da decisão. “Nossa função é servir de ponte para determinadas empresas que procuram mão de obra específica”, disse. MICRO EMPRESÁRIO - Apenas 16% dos 5.564 municípios brasileiros já regulamentaram a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nacional. A porcentagem é irrisória, levando-se em conta que a aplicação da Lei Geral, promulgada em dezembro de 2008, só é possível com as regulamentações municipais. O Brasil produz ainda um dos ambientes mais hostis do mundo para o desenvolvimento da micro e pequena empresa e pior ainda, muitas vezes levando-as para a informalidade. “É preciso exigir menos burocracia, por mais financiamentos, marketing regional, incremento nas compras governamentais, menos tributação, além de mais crédito e capitalização para promover as micro e pequenas empresas no cenário econômico brasileiro”, falou o presidente da Acim. |
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