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| O tempo variou bastante durante a última semana, ficando seco e quente nos primeiros dias do período, quando a temperatura máxima superou os 30 graus em praticamente todo o Estado. A partir do meio da semana, a passagem de dois sistemas frontais pelo Sudeste deixou o tempo instável, com chuvas e queda de temperatura, com a máxima ficando entre 20 e 25 graus, exceto no extremo norte e noroeste, onde ficou por volta dos 29 a 30 graus. De modo geral, as chuvas superaram a demanda hídrica e repuseram a umidade do solo. Reposição apenas parcial em algumas regiões onde o armazenamento está entre 53% e 87% da capacidade máxima. Em Assis, Pariquera-Açu, Presidente Prudente e Tatuí, a reposição foi total, havendo até excedente hídrico, que oscilou entre nove e 48 milímetros. Em algumas regiões, a chuva foi insuficiente para atender à evapotranspiração potencial do período, o que fez com que a umidade do solo diminuísse, com o armazenamento hídrico do solo ficando em níveis críticos, entre 13% e 47% da capacidade máxima, com deficiência hídrica entre um e 14 milímetros. NAS LAVOURAS - Quanto às atividades agrícolas, Luiz Arnaldo Cunha de Azevedo, secretário executivo do Sindicato Rural de Marília disse que nas regiões nas quais a deficiência hídrica se mantém por mais de sete semanas consecutivas, a baixa umidade do solo vem trazendo sérios prejuízos para as culturas da safra da seca e da safrinha, como o amendoim, o milho, o sorgo e a batata cultivados sem irrigação. Em alguns desses casos as perdas poderão chegar a 100%. Os dados mostram que o mesmo problema também ocorre com as culturas perenes e semi-perenes, como a da cana de ano, que deverá ter prejuízo na colheita de setembro. “Para as lavouras em fase de maturação e colheita, como a cana de ano e meio, o café e as variedades precoces de laranja e limão, o tempo seco e sem chuvas excessivas tem sido benéfico”, comentou. Nas regiões onde as chuvas possibilitaram que a umidade do solo ficasse acima do limite crítico para as culturas, as condições para as lavouras anuais e perenes são de razoáveis a boas e deverá haver menor quebra de rendimento. |
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