Título: Comerciantes reclamam de golpe nas lojas
 
Campanha vai mostrar as diferenças entre as notas falsas e verdadeiras
 
Comerciantes estão entrando em contato com a Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), reclamando da existência de notas falsas que estão sendo espalhadas entre as lojas da cidade, principalmente as notas de R$ 50,00 e R$ 100,00. Segundo o presidente da Acim, Sérgio Lopes Sobrinho é preciso ter muita atenção ao dinheiro que recebe por aí. “Sem saber, qualquer um pode ter grande prejuízo ao receber uma ou mais cédulas falsificadas”, disse o dirigente preocupado com o crescente número de reclamação neste sentido. “As associações comerciais farão um campanha neste sentido, em conjunto com o Banco Central”, anunciou o dirigente ao se informar sobre o assunto.

Uma campanha nacional deve ser desenvolvida no segundo semestre, sendo totalmente informativa a respeito da falsificação de cédulas, usando vários tipos de mídia em todo o País. A apreensão de notas falsas caiu no Brasil com 21% entre 2007 e 2008, de 665,9 mil para 520 mil cédulas. Mas, segundo o Departamento de Meio Circulante do BC, isso não ocorreu por causa da diminuição do combate ao crime e sim porque os falsificadores diminuíram a distribuição. “Sempre que a Polícia faz um trabalho de apreensão, a falsificação cai”, afirmou Sérgio Lopes Sobrinho.

Para o dirigente mariliense é possível se proteger contra esse tipo de golpe. O primeiro passo é observar na cédula para comprovar sua autenticidade com a marca d’água. Segundo o BC, 60% das notas falsas não têm essa marca. Para vê-la, basta colocar a nota contra a luz, olhando para o lado com a numeração. Observe na área clara à esquerda as figuras que representam a República ou a Bandeira Nacional, em tons que vão do claro ao escuro. As cédulas de R$ 50 e R$ 100 apresentam como marca d’água apenas as figuras da República. As de R$ 1, R$ 5 e R$ 10 podem ter também a Bandeira Nacional. Já as notas de R$ 2 têm só a figura da tartaruga marinha com o número dois e a cédula de R$ 20 tem o mico-leão-dourado com o número 20.

A nota de R$ 20 é a mais moderna e, por isso, tem cores mais difíceis de reproduzir. Essa cédula também tem imagens holográficas o que dificulta a falsificação. As notas de real mais falsificadas são as de R$ 50, com 325.284 apreensões no ano passado, e as de R$ 20, com 43.687 notas. Os estados que mais apresentaram esse tipo de problema foram São Paulo (192.441) e Rio de Janeiro (52.219 cédulas falsas).
O comerciante que receber uma cédula falsa, deve procurar uma agência bancária ou uma representação do BC para solicitar o exame da nota.
Será entregue um protocolo para a pessoa e será verificada a autenticidade da cédula. Se for verdadeira, o que quase nunca ocorre, ela é devolvida. Caso contrário, o prejuízo é do portador da moeda.
Para não arcar com esse prejuízo, muitos dos que recebem dinheiro falso repassam a moeda no comércio. Mas é bom lembrar que, mesmo tendo recebido a nota de boa fé, ao tentar repassá-la a pessoa pode ser condenada a uma pena de seis meses a dois anos de detenção. Para o falsificador, conforme o artigo 289 do Código Penal, a pena varia de três a 12 anos de reclusão.