Título: Sistema de consultas evita 65 golpes por dia
 
O presidente Sérgio Lopes Sobrinho com o diretor Subhi Khalil do SCPC da Acim
 
A diretoria da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), está reforçando o pedido junto aos comerciantes marilienses e da região, para que tomem muito cuidado neste mês de dezembro, quando o volume de pessoas é intenso dentro da loja, e podem surgir pressa no setor de crediário, quando normalmente as fraudes acontecem. “É preciso que o comerciante consulte sempre o banco de dados do SCPC para não correr riscos”, disse o presidente da entidade, Sérgio Lopes Sobrinho, ao colocar o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Acim, como principal instrumento para não correr riscos nas vendas pelo crediário. “Quem consulta tem segurança”, afirmou o dirigente.

A área de detecção e prevenção à fraude do SCPC prevê evitar mais de 16 mil golpes a empresas usuárias dos serviços da Acim, quanto a pessoas jurídicas. Segundo o responsável pelo SCPC da Acim, Subhi Ahmad Khalil Abu Khalil, o ano de 2008 deve fechar com uma média de 65 golpes evitados por dias. “Comparado com o ano passado, houve um crescimento de 24% do total de golpes evitados”, disse o dirigente que considera o sistema do SCPC como um dos mais eficazes neste sentido. “Houve um aumento de 23% na média diária”, completou o dirigente ao reforçar o pedido da diretoria da Acim em solicitar para que todos os comerciantes não deixem de consultar o banco de dados.

O SCPC Soluções Pessoa Jurídica conseguiu evitar um prejuízo de R$ 26,283 milhões em 2007, passando para R$ 31,430 milhões, em 2008 (aumento de 20%). Mesmo assim, estima-se que o mercado sofreu golpes na ordem de R$ 45,245 milhões, 32% a mais que em 2007 (R$ 34,242 milhões), com uma média de R$ 2,5 mil, cada golpe, em 2007 e R$ 2,7 mil neste ano. “Esses golpes praticados no mercado são em empresas que não são associadas ao SCPC ou naquelas que, mesmo associadas, não consultam o banco de dados da Acim”, disse Subhi Ahamad Khalil Abu Khalil, diretor da associação comercial de Marília. “As empresas que consultam têm informações e acompanhamento durante doze meses e que alertam o empresário sobre a possibilidade de golpe”, explicou. “Isso auxilia na decisão de crédito e na manutenção dos já clientes”, completou.

O dirigente disse ainda que os segmentos de: informática, alimentos, medicamentos e produtos leves e de fácil giro comercial são as maiores vítimas. “Independente do segmento comercial é preciso criar hábito, normas e obrigatoriedade na consulta, para que a empresa não tenha prejuízo”, ensinou o experiente comerciante que há décadas está no SCPC da Acim. “A informação é a principal arma contra qualquer golpe”, disse Sérgio Lopes Sobrinho, presidente da Acim e vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).