Título: Shintaku quer copiar incentivos agrícolas
 
A merenda escolar poderia ser fornecida por produtores rurais da própria cidade
 
O presidente do Sindicato Rural de Marília, Yoshimi Shintaku, considerou positiva a proposta do Governo do Distrito Federal que anunciou medidas que irão fortalecer os produtores rurais daquela região do País. Leite de programas sociais e comida das escolas públicas serão comprados apenas de agricultores da capital federal. “Idéia interessante, que deveria ser ampliada para todo o Brasil”, disse o dirigente ao verificar que desta forma os pequenos e médios produtos agrícolas locais seriam beneficiados e mais valorizados.

A proposta do Governo do Distrito Federal é de que a partir de janeiro, o leite entregue às famílias carentes inscritas em programas sociais será comprado diretamente dos pequenos e médios agricultores do Distrito Federal. O alimento da merenda escolar também sairá das terras cultivadas de Brasília. “Porque isso não pode ser feito em todo o território nacional?”, questionou o dirigente sindical mariliense que pretende manter contato com autoridades agrícolas local e regional para que esta idéia seja estendida para todos os estados e municípios.

As medidas foram anunciadas pelo governador José Roberto Arruda, ao destacar que a compra de leite direta dos produtores do DF começará a ser feita de acordo com a publicação do decreto. Ele regulamentou o Programa de Fortalecimento e Consolidação da Bacia Leiteira do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Lei nº 2.499, de 7 de dezembro de 1999). “O governo comprava leite de Goiás para distribuir com o pão para as famílias carentes do DF”, disse o Governador. “Com a lei, beneficiaremos também os produtores e trabalhadores do Distrito Federal”, falou o governante em encontro com proprietários rurais. Os novos fornecedores foram cadastrados e pré-qualificados e serão inspecionados para que a qualidade do leite não seja afetada.

Para Yoshimi Shintaku este exemplo deve ser copiado pelos demais governadores estaduais, que desta forma, incentivarão os pequenos e médios produtores rurais, bem como agilizarão o abastecimento de todos os órgãos público que necessitam de produtos agrícolas. “Um bom exemplo a ser seguido”, disse o presidente do Sindicato Rural de Marília, ao verificar que o Distrito Federal, inclusive, autorizou a Secretaria de Agricultura a comprar a merenda escolar direto do produtor rural do DF. “Produtos como: arroz, feijão, verdura e fruta sairão do produtor que mora perto da escola”, acrescentou o líder sindical patronal. “Hoje o alimento vem de longe, sendo que normalmente perto de uma escola tem um entreposto da cidade”, opinou.