Título: Sindicato diz que exportação atingiu US$ 354 milhões
 
Produção de café está demonstrando crescimento e valorização no mercado mundial
 
O presidente do Sindicato Rural de Marília, Yoshimi Shintaku, avaliou recente pesquisa sobre as exportações de café no mês de agosto, quando os negócios atingiram a marca de US$ 354 milhões, somente naquele mês. Segundo os dados apresentados as exportações de café em agosto alcançaram um total de 2.167.109 sacas, para uma receita de US$ 354.099 milhões. “São dados interessantes, pois, demonstram elevação no preço do produto, comparado com o mesmo período do ano passado”, disse o dirigente ao verificar que o montante mostra uma variação positiva de 18,6% em relação à receita obtida em agosto de 2007.

Segundo a pesquisa realizada no acumulado janeiro/agosto, o país vendeu 17.069.969 sacas do produto, para uma receita de US$ 2.772.808. Embora em relação ao acumulado janeiro/agosto de 2007 tenha havido queda de 6% no volume exportado (em 2007 foram 18.161.236 sacas), a receita mostra que houve um incremento de 14,2% (em 2007, a receita foi de US$ 2.427.721). Os dados foram divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). “O interessante é que esteja havendo um acompanhamento dos preços”, disse Yoshimi Shintaku ao destacar a região de Marília como grande produtora de café no interior paulista. “Os preços estão mantendo uma tendência esperada, mas é importante acompanhar os números sempre”, falou ao ser da opinião de que os preços refletem um bom equilíbrio entre a oferta mundial do produto e a demanda.

Esta mesma pesquisa mostra também a performance dos tipos de café brasileiros no acumulado janeiro/agosto. O destaque novamente é do robusta/conillon. Houve uma variação positiva de 68,1% na venda desse café no período: enquanto no acumulado janeiro/agosto de 2007 foram exportadas 771.849 sacas de robusta/conillon, no mesmo período deste ano foram comercializadas 1.297.209 sacas. “Isso é verificado em virtude do comportamento do Vietnã, maior produtor mundial desse tipo de café”, apontou Shintaku ao destacar as medidas de controle adotadas pelos vietnamitas, o que elevou os preços mundiais da variedade, posicionando o conillon brasileiro em níveis competitivos.

Os dados apresentados pela Cecafé incluem, ainda, os principais compradores do café brasileiro. Os quatro primeiros importadores continuam sendo Alemanha, com 2.779.356 sacas adquiridas entre janeiro e agosto; EUA, com 2.548.457 sacas; Itália, com 1.659.559 sacas; e Bélgica, com 1.385.979 sacas de café.