Título: Sistema de identificação da carne é um direito do consumidor
 
Os produtos da pecuária serão rastreado para exportação, com uma série de informações necessárias
 
O presidente do Sindicato Rural de Marília, Yoshimi Shintaku, considerou como positiva o sistema que vai identificar a origem e o corte da carne que chagará aos consumidores. Segundo o líder sindical patronal, o novo sistema de rastreamento permitirá a possibilidade de identificar a origem dos cortes, uma vez que os bois não serão mais monitorados por lotes, mas individualmente. “O comprador saberá a origem do corte, de onde saiu o boi e qual a região de origem”, disse ao acrescentar que o pecuarista vai saber para onde foi a produção.

Atualmente, o produto chega identificado, mas o boi é abatido em lotes. Com o chip que será introduzido, os pecuaristas identificarão o animal, mas exigirão que os frigoríficos façam alguma adaptação. “É um direito que o consumidor tem de saber a origem do produto que ele está consumindo”, defendeu Yoshimi Shintaku ao considerar uma evolução este procedimento, apesar da complexidade do sistema. Por isso, a avaliação do Sindicato Rural de Marília é de que esta exigência é muito importante para a implantação da rastreabilidade do rebanho. “Cada embalagem dos produtos sairá da fábrica com uma etiqueta de código de barra onde será informado o nome do produto, o lote e o número seqüencial dentro da data de fabricação”, explicou Yoshimi Shintaku ao se informar sobre o assunto.

A partir desses dados, pode-se pesquisar todo o histórico dessa embalagem de produto. Será possível saber, por exemplo: quais foram os lotes de cada matéria-prima utilizada na composição; a data de validade; os laudos de análises; o fornecedor; conferir cada pesagem dos ingredientes que compõem o produto; conhecer o tempo de processamento; as condições em que foram feitos; quem foi o responsável pela sua produção; qual foi o fabricante da embalagem; quando foi adquirida; quem vendeu o produto; qual foi a transportadora; quais eram as condições do veículo de transporte; para quem foi vendida a unidade em questão; entre outras informações.

É unânime o pensamento de que a rastreabilidade ampliará a confiança do mundo na carne bovina brasileira. É notório o avanço verificado nos últimos anos nos cuidados com a produção, e a rastreabilidade, segundo Yoshimi Shintaku, surge como item fundamental à definitiva conquista da confiança dos compradores estrangeiros. “Este comportamento de rastreabilidade previstas, será obrigatória somente para o gado destinado à União Européia”, afirmou o dirigente que considera um passo importante para a pecuária brasileira. Debatido de forma exaustiva entre frigoríficos e pecuaristas, o Sistema de Rastreamento de Bovinos-Sisbov tem sido usado como argumento pela União Européia para retardar a retomada das importações da carne brasileira.