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| Os dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), mostram que 24.554 pessoas estão incluídas em listagem como devedores ativos cadastrados. “São CPFs que foram incluídos nos últimos cinco anos”, disse o superintendente da Acim, José Augusto Gomes, ao fazer este levantamento. “Não deixa de ser um número elevado, pois representa quase um quarto da população de Marília”, destacou o presidente da Acim, Sérgio Lopes Sobrinho, ao observar este detalhe com muita preocupação. Com essa quantidade de pessoas, somente no comércio de Marília ao longo dos últimos cinco anos, estão paralisados: R$ 10.118.638,12 que seriam investidos nas lojas da cidade. “Esse valor demonstra que muitas lojas não receberam e que por conseqüência deixaram de investir”, imagina o presidente da Acim, ao lamentar o valor total de dívidas ativas cadastradas. “Imaginemos uma média de R$ 2 milhões por ano, o quanto esse valor ajudaria em nossa economia”, calculou Sérgio Lopes Sobrinho que pretende desenvolver um trabalho mais específico, para breve, com uma série de possibilidade de acordo entre os inadimplentes, neste sentido. “Queremos ajudar quem está com pendências, e estimular o crédito positivo”, disse o dirigente. Os mesmos dados apresentados pelo SCPC da Acim, apontam que dos 97 casos de exclusões ao banco de dados da entidade, quanto as dívidas atividades, 11 são por ordem do associado, quando se deduz que houve um acordo, e 86 casos são por caducidade. “Este último dado preocupa, pois quer dizer que o comerciante ficou sem receber”, lamentou José Augusto Gomes que analisou quedas nos números de inclusão e exclusão no sistema do SCPC. De janeiro a março deste ano foram incluídas 6.107 pessoas e 6.836 pessoas foram excluídos. Neste mesmo período no ano passado os números foram de 7.683 pessoas incluídas e 7.337 pessoas excluídas. “Esses números podem mostrar que as compras pelo crediário estão diminuindo”, apontou José Augusto Gomes ao apontar as vendas à vista e através de cartões de crédito como práticas mais comuns. Outros implicativos que demonstram o pensamento do superintendente da Acim é quanto a utilização do Usecheque (informações cadastrais do sistema financeiro) e a consulta sobre informações jurídicas (informações cadastrais das empresas). Esses dois dados mostram que menos pessoas procuraram o sistema para consultas sobre a emissão de cheque e mais pessoas se interessaram sobre as informações cadastrais de pessoas jurídicas (empresas). Durante os três meses do ano foram 94.980 consultas pelo Usecheque em 2008 contra 147.744 do ano passado. Sobre os dados de pessoas jurídicas (empresas) foram neste trimestre 6.809 consultas contra 6.093 do ano passado. |
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