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| O presidente do Sindicato Rural de Marília, Yoshimi Shintaku, acredita que Governo Federal está estudando a viabilidade de apresentar uma proposta regionalizada para as negociações das dívidas rurais, que vem sendo reclamadas por dirigentes de federações de todos os estados, do setor rural. “Cada realidade num estado, é diferente em outro”, disse o dirigente que se mostra favorável a este pensamento do Governo, manifestado através do secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, conforme foi noticiado pelos principais veículos de comunicação do Brasil. Segundo Yoshimi Shintaku a regionalização, até então descartada, passou a ser uma possibilidade diante de um levantamento inédito realizado pelo Ministério da Fazenda. O documento mostra que a maior parte da inadimplência das operações em atraso, já roladas em 1995, está concentrada em médios e grandes produtores do Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás, Paraná, São Paulo e Bahia. “São estados com particularidades diferentes e culturas específicas”, disse o dirigente sindicalista de Marília e região. No caso dos programas Moderfrota e Finame Agrícola (investimentos em máquinas e equipamentos), a maior parcela do endividamento é proveniente dos produtores de soja e milho de Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná. “Eles vivem uma outra realidade, e diante disso, necessitam de uma atenção diferente daquele que vem rolando a dívida à tempos”, comentou. “A regionalização no tratamento das dívidas é importante para Mato Grosso e demais localidades que possuem características diferenciadas”, falou. “Defendo que além da redução de juros e bônus, que cada estado tenha prazo para pagamento diferenciado”, falou o líder sindical patronal na área rural. Recentemente a Federação Agrícola do Paraná enviou um documento solicitando uma posição quanto a dívida dos cafeicultores. “No Mato Grosso, por exemplo, o endividamento do sojicultor chega a 35 sacas por hectare, enquanto a rentabilidade média alcança duas sacas por hectare”, falou ao mostrar a diferenciação de uma região para a outra. “Nós, aqui em Marília temos uma situação em que cafeicultores, pecuaristas e citricultores estão envolvidos com este endividamento com o Governo Federal”, falou o dirigente que acredita nos próximos dias uma definição por parte do Governo, pois a cada dia que passa a dívida vai aumentando em razão dos juros. “Está chegando numa situação em que muitos agricultores terão uma dívida impagável”, prevê. |
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