Título: Acim aponta elevação de tributos em produtos natalinos
 
Sérgio Lopes Sobrinho se assusta com a elevada carga tributária nos produtos natalinos
 
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), Sérgio Lopes Sobrinho, chama a atenção dos consumidores e lojistas, sobre a carga tributária em produtos natalinos de grande procura nesta época do ano. Segundo estudo desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) os tributos vão pesar em até 79,63% sobre os preços dos presentes de Natal este ano. “É importante que as pessoas vejam isso, pois muitas vezes culpam o comerciante pelos preços das mercadorias”, disse o dirigente ao demonstrar revolta quanto a carga tributária nas mercadorias.

Na relação de produtos o perfume é o mais tributado. Lidera a lista com 79,63%, contra os livros que atingem 16,72%, sendo um dos mais baixos numa relação de 19 produtos procurados nesta época do ano. Os jogos eletrônicos estão com os preços 73,38% com impostos, as motocicletas com 65,85% e os patins com 53,98%. Bicicletas, televisor e telefones celulares estão com: 47,13%, 46,14% e 41% tarifados, respectivamente. A média de impostos em brinquedos chega a 35,5%, enquanto que vinhos e roupas estão 53,7% e 27,25% com carga tributária, cada um. “Quando a gente observa que 35,33% de um preço numa calça jean vai para o Governo, é motivo de indignação”, lamentou o presidente da Acim, ao apontar 38% de impostos com computadores.

Outro artigo muito tributado é o jogo eletrônico que tem carga de 73,38%. Coincidentemente se trata de um produto amplamente pirateado e contrabandeado, o que reforça a briga por preços mais baratos. Depois dos benefícios fiscais concedidos para o setor de computadores, esses equipamentos chegam ao consumidor com carga de impostos em média 30% menor que a de 2006. O percentual atual de impostos sobre o preço ao consumidor é de 38%, segundo a pesquisa.

Mesmo com esta carga tributária elevada nos principais produtos procurados nesta época do ano, Sérgio Lopes Sobrinho acredita que o comércio em geral terá uma elevação no volume de compras. Independente da forma, se pelo crediário, a vista ou com cartões de crédito, o importante para o presidente da Acim é que as lojas consigam superar as vendas entorno de sete a dez por cento do mesmo período do ano passado. “Existem segmentos que crescem exageradamente, enquanto que outros provavelmente empatem”, disse ao generalizar, porém, não acredita que nenhum segmento venha a não faturar neste mês de dezembro. “É o principal período de vendas e todos os lojistas se preparam para isto”, comentou.