Título: Acim consegue garantias para funcionamento no feriado
 
Sérgio Lopes Sobrinho tem as garantias legais para que os associados trabalhem neste feriado
 
A Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), conseguiu ontem (07) mandado de segurança contra a Prefeitura de Marília, de quaisquer autuação sobre o funcionamento das lojas associadas da entidade, neste feriado municipal do dia oito de dezembro, quando é celebrado o Dia de Imaculada Conceição, somente na cidade, decidido através de Assembléia Geral Extraordinária entre os comerciantes associados no ano passado. O processo 3897/07, é assinado pela Juíza de Direito, Ângela Martinez Heinrich. “Diante deste mandado de segurança as lojas associadas da Acim não podem ser fiscalizadas sobre o funcionamento neste feriado”, resumiu o presidente da entidade, Sérgio Lopes Sobrinho, que se sentiu na obrigação de tomar esta medida em razão da onda de boataria provocada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Marília.

O documento cita o artigo 58 da Lei Municipal Complementar de número 13 de 1992 e com alteração dada na Lei Complementar 363, que exige prévio acordo coletivo de trabalho entre empregadores e empregados. “Isso foi feito por ambas as partes”, afirmou Sérgio Lopes Sobrinho. A Juíza de Direito reforçou a concessão de liminar promovida pela Acim, baseada em argumentações e disposições legais apresentadas pela classe patronal, dentro do que é exigido por lei. “Parece que o sindicato dos trabalhadores tem os comerciantes como inimigos a serem exterminados e não como parceiros e geradores de empregos”, desabafou o presidente da Acim, demonstrando aborrecimento.

Segundo o dirigente patronal uma liminar já havia sido conseguida pela Acim, junto a Justiça Federal, em 2001, permitindo que as lojas do comércio de Marília associadas da Acim, trabalhassem normalmente nos feriados de nove de julho e oito de dezembro, ou em qualquer outro que venha a ser em dia de semana. “Essa liminar foi conseguida e desde então as lojas trabalham normalmente neste dois feriados, respeitando o Código de Posturas do Município, inclusive”, garantiu Sérgio Lopes Sobrinho ao demonstrar todo o amparo legal para que as lojas funcionem normalmente, inclusive, informando e reforçando aos associados a necessidade de se cumprir todos os acordos legais entre comerciantes e comerciários. “Em nenhum momento incentivamos a ilegalidade”, disse. “Queremos trabalhar conforme a lei na preservação dos direitos dos comerciantes”, disse ao ter em mãos os dois documentos que garantem a abertura do comércio, independente da pressão promovida pelo Sindicato dos Comerciários.

Para Sérgio Lopes Sobrinho o terrorismo criado pelo sindicalista dos trabalhadores no comércio todos os anos, prejudica a comunidade num todo. “Quanto mais o comércio vender, melhor é para a cidade e para a população”, afirmou. “Quanto mais o vendedor vender, melhor será a comissão dele no final do mês”, disse o dirigente da Acim com experiência de décadas como vendedor. “Em nenhum momento a Acim obrigou as empresas a abrirem, simplesmente damos condição para aquelas que querem abrir e trabalhar”, afirmou ao colocar-se sempre na luta e no desejo do que for decidido em assembléia. “Não adianta anunciar que vai fechar, vai fiscalizar que vai fazer e acontecer, se não houver argumento legal”, desabafou. “A Acim trabalha de acordo com a lei e a Lei Federal nos permite trabalhar quando quisermos, sempre cumprindo as determinações regulamentares”, acrescentou. “O resto é só conversa mole”, disse irritado.

Visando tranqüilizar os comerciantes associados, Sérgio Lopes Sobrinho disse que a Acim estará de plantão permanente neste sábado, dia oito, e qualquer dúvida ou desconforto com o descumprimento da liminar e mandado de segurança, o comerciante deve procurar a Acim. “Quem cumpre a lei não há o que temer qualquer fiscalização ou ameaça”, ressaltou ao colocar advogados e funcionários da entidade a postos neste sábado. “Nunca foi preciso qualquer ação mais enérgica, mas se for preciso iremos até as últimas conseqüências para preservar os direitos dos comerciantes associados”, prometeu Sérgio Lopes Sobrinho.