Título: Café tem consumo aumentado para alegria de cafeicultores
 
Yoshimi Shintaku com boas notícias sobre o café brasileiro
 
O presidente do Sindicato Rural de Marília, Yoshimi Shintaku, considerou animadora a pesquisa realizada que aponta o crescimento do mercado interno da cafeicultura, que deve fazer com que o Brasil alcance a meta de consumo de 21 milhões de sacas de 60 quilos até 2010. O levantamento foi feito pela Associação Brasileira de Indústria de Café (Abic) ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que segundo o presidente mariliense, mostra o aumento das vendas do produto internamente. “Isso certamente vai contribuir para complementar o escoamento da produção nacional, garantindo sustentabilidade aos cafeicultores”, opinou Yoshimi Shintaku animado com os números.

Diante da pesquisa realizada, de janeiro a junho deste ano, o consumo interno de café ultrapassou os 17 milhões de sacas, com crescimento médio de 79 mil sacos por mês. O volume consumido no acumulado do ano representa 53% da safra do grão, ou seja, mais da metade do que foi produzido. “Os brasileiros absorvem sozinho 39% de todo o café consumido por todos os países da Europa, incluindo os do Leste Europeu”, concluiu Yoshimi Shintaku ao olhar os números apresentados e ressaltar que o Brasil é o maior produtor e exportador do grão, tendo um consumo per capita de 5,52 quilos por habitante/ano. “É o equivalente ao da Alemanha, um dos maiores compradores do produto do mundo”, acrescentou o presidente do Sindicato Rural de Marília.

O consumo interno no Brasil corresponde a 55% do volume total de café consumido por todos os países produtores do grão, segundo o relatório "Indicadores da Indústria de Café no Brasil - 2007", elaborado pela Abic. Ainda de acordo com o levantamento, o café é uma das categorias mais importantes para o varejo supermercadista brasileiro, com vendas estimadas de R$ 6,7 bilhões neste ano. O crescimento do consumo interno e da produção industrial é forte gerador de postos de trabalho nas etapas anteriores da cadeia produtiva, conforme estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outra boa notícia, segundo Yoshimi Shintaku, foi a informação de que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) liberou R$ 100 milhões ao Banco do Brasil para o crédito de custeio do café. Os recursos transferidos ao BB fazem parte do orçamento de R$ 2,026 bilhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para apoiar a cafeicultura neste ano. Além do custeio, o Funcafé repassa recursos para a colheita, estocagem e Financiamento para Aquisição de Café (FAC). Neste ano, o fundo tem R$ 450 milhões para colheita, dos quais R$ 411 milhões já foram transferidos aos agentes financeiros credenciados.