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| O presidente do Sindicato Rural de Marília, Yoshimi Shintaku, chamou a atenção para na necessidade da agropecuária brasileira que precisa de R$ 90 bilhões para o financiamento do custeio, comercialização e investimento da safra 2007/2008, um aumento de 50% em relação aos R$ 60 bilhões disponibilizados na safra anterior. Ao tomar conhecimento deste detalhe, através da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), presidida por Fábio Meirelles, presidente da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), Yoshimi Shintaku considerou elevado o aumento comparativo de um ano para outro. “Apesar de necessitar de mais investimento, é preciso estudar muito bem as condições para se conseguir esse dinheiro”, alertou ao avaliar detalhes sobre esses recursos que deverão ser disponibilizados a uma taxa de juros de 4,5% ao ano, o que representa significativa redução em relação à atual taxa de 8,75% do crédito rural oficial. Segundo o dirigente mariliense essas são algumas das principais sugestões da Proposta do Setor Produtivo e Cooperativo para o Plano Agrícola e Pecuário 2007/2008, entregue ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em reunião na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). “O presidente Meirelles conhece muito bem a realidade agrícola do País e saberá discutir esse assunto”, acredita o presidente do Sindicato Rural de Marília ao analisar a proposta do setor privado, pois, sem esse volume de recursos dificilmente a atividade agropecuária poderá manter a trajetória de crescimento das exportações e geração de empregos no campo. “Para obter esses recursos, os bancos sugerem o aumento de 25% para 30% das exigibilidades bancárias destinadas à aplicação, com taxa de juros prefixada, no crédito de custeio e comercialização”, falou ao ler parte da proposta encaminhada. “Mas esta solicitação de aumento dos recursos controlados do crédito rural só se justifica se forem ampliados os limites dos financiamentos por produto e por tomador e flexibilizadas as exigências de garantias bancárias”, completou ao concordar com o superintendente técnico da CNA, Ricardo Cotta Ferreira, que já manifestou o posicionamento da entidade sobre o assunto. Yoshimi Shintaku concorda com os dirigentes da CNA de que sem destravar esses processos, de nada adiantará aumentar o volume de financiamento da safra. Essas restrições, somadas ao endividamento causado pela crise do setor, geraram uma sobra de R$ 2 bilhões nos recursos financiados a uma taxa de juros controlados de 8,75% na safra passada. “Pela primeira vez na história do crédito rural sobraram recursos oficiais”, frisou Ricardo Cotta Ferreira, ao apresentar documento sobre o assunto aos dirigentes sindicais. Isso é resultado da crise de renda, que exigiu prorrogações de dívidas, com redução de liquidez, limites e oferta de novas garantias para tomada de empréstimos. Atualmente, o crédito rural oficial representa apenas 30% dos recursos aplicados pelos produtores no processo produtivo. “Os produtores foram buscar financiamentos em fontes privadas, fornecedores de insumos ou bancos com linhas de crédito a juros de mercado e nem todos fizeram bons negócios”, disse Yoshimi Shintaku que vê com cautela esse tipo de alternativa. |
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