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| Um grupo de comerciantes associados da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), no segmento de locadoras de DVD, esteve reunido com o vice-presidente da entidade, Mauro Celso Rosa, pedindo o apoio da instituição no combate contra o comércio informal de venda de filmes por DVD. Segundo os empresários perdeu-se o controle da situação e hoje a concorrência está sendo desleal e o comércio de aluguel de DVDs está sendo prejudicado com a falta do cumprimento da lei. “É uma preocupação que tem procedência, pois é notório a pirataria de DVDs em todo o País”, disse o vice-presidente. “Algo precisa ser feito pois do contrário, empresas serão fechadas por causa deste descontrole”, opinou com conhecimento de causa por ser da área de eletroeletrônicos. O primeiro passo a ser tomado pelo grupo será informar a Promotoria Pública Federal do que se passa e as dificuldades que o segmento vem tendo com a concorrência de pessoas que vendem filmes através do DVD, sem qualidade, sem emissão de nota fiscal e sem garantias. “Tudo de ruim”, frisou o dirigente ao ressaltar que hoje a média de uma locação está entorno de R$ 4,50, e que filmes ilegais são vendidos três deles, por apenas R$ 10,00. “O prejuízo unitário chega a ser superior a 40% aproximadamente”, falou sem levar em consideração as diferenças entre uma empresa constituída e um ambulante, por exemplo. Em Marília existem 26 empresas sérias de locação de filmes através do DVD. Com a venda ilegal em camelódromo, feiras municipais e ambulantes, esse número de empresas tende a diminuir até o final do ano. “Se as autoridades nada fizerem a tendência é acabar com esse tipo de comércio”, disse Mauro Celso Rosa que pretende acionar os órgão competentes para que seja promovida uma ação em favor dos direitos autorais dos produtores de filmes, bem como o comércio legal das locações. “É uma violação às leis, e tanto o vendedor quanto o comprador, devem ser punidos”, disse o vice-presidente ao admitir que a pirataria está exagerada. “Já passou do tempo em que ações mais enérgicas teriam que ser feitas”, opinou ao apontar a impunidade como um dos principais agentes de estimulação a ilegalidade na produção e venda de filmes através do DVD. No pedido que será feito à Procuradoria Pública Federal, a Acim irá mostrar os motivos da manifestação, bem como as conseqüências da falta de ações enérgicas contra a pirataria. “Não temos o poder de polícia ou de fiscalização”, ressaltou o vice-presidente da Acim. “Mas temos o poder da mobilização e da pressão”, acrescentou ao acreditar no envolvimento das Polícias Civil, Militar, Federal e da Procuradoria Pública Federal no sentido de agir de forma constante e sistemática. “Flagrantes esporádicos não resolvem”, disse com experiência. “Temos que ter ações contínuas e de conscientização para que não haja demanda para este tipo de delito”, falou ao promover novo encontro em breve com os proprietários de locadoras na sede da Acim. |
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