|
||||||
|
||||||
| Há um ano a Santa Casa de Marília iniciou um projeto de reestruturação do serviço de hemodinâmica, com a chegada de uma equipe médica capacitada comandada pelos médicos André Labrunie, Luiz Alberto Mattos, Marden André Tebet e Pedro Beraldo. Desde que o hospital mariliense assumiu esse serviço, teve início uma reforma estrutural importante no prédio da instituição com a aquisição de moderno aparelho de hemodinâmica e a construção de uma nova estrutura física, para as adequações necessárias. O serviço também vem implementando, além da reforma física, vários procedimentos só realizados nos centros mais avançados do País, entre eles o tratamento de doenças congênitas, avaliação fisiológica invasiva de obstruções coronárias, além de outros que surgirão após o inauguração do novo serviço. "A nossa idéia é ter novamente um serviço à altura da cidade de Marília, em que o paciente não precise procurar outra cidade para se tratar por falta de profissionais capacitados, equipamentos e materiais sofisticados", disse o médico André Labrunie. Diante da nova estrutura, nesta última semana foi realizada no serviço de hemodinâmica da Santa Casa de Marília, pela primeira vez na região, o tratamento pelo cateterismo de uma doença da valva mitral (estenose mitral), que é a dificuldade da abertura desta valva, impedindo o sangue de passar de uma cavidade do coração para a outra. O não tratamento dessa doença pode levar a conseqüências sérias com o decorrer da vida, chegando a ocasionar uma insuficiência do coração e conseqüentemente a óbito. O procedimento realizado foi a valvoplastia mitral percutânea por balão. É um procedimento realizado há quase 20 anos no Brasil, mas por sua complexidade nunca havia sido feito na Santa Casa de Marília. Poucos serviços de hemodinâmica realizam este procedimento em suas rotinas, por dois motivos principais: o primeiro deles é que a doença vem diminuindo gradativamente no Brasil pela melhora das condições sócio-econômicas da população nos últimos anos e, segundo, porque é um procedimento tecnicamente muito mais difícil de se realizar do que o desentupimento das coronárias (angioplastia com colocação de stent), segundo o médico Marden Tebet, que realizou este procedimento pioneiro em Marília e região, juntamente com o outro médico especialista, Pedro Beraldo. "É necessário ter habilidade no procedimento, porque é preciso passar de um lado do coração para o outro”, falou o médico ao se referir sobre a complexidade da cirurgia. O médico Marden Tebet adquiriu esta técnica de procedimento cirúrgico no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia em São Paulo, local onde já aconteceram mais de 1.600 valvoplastias desde o início desse tipo de intervenção naquele hospital. "O primeiro procedimento em Marília, foi realizado com sucesso numa paciente de 23 anos, atendida pelo SUS”, recordou Marden Tebet ao disponibilizar esta nova técnica na Santa Casa de Marília. |
||||||