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| O presidente do Sindicato Rural de Marília, Yoshimi Shintaku, chama a atenção dos proprietários rurais para a adesão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) ao Programa de Renegociação de Dívidas com produtores agrícolas, anunciado esta semana, sobre a extensão de prazos de pagamentos de dívidas do setor agropecuário que somam de R$ 4,5 bilhões a R$ 5 bilhões. “A menos de três meses das eleições, é uma ação estranha, mas que devemos aproveitar”, falou o dirigente, ao lembrar que a cifra é quase metade de todo o volume de recursos já renegociados em maio com outras instituições públicas, como o Banco do Brasil, cujo valor atingiu a marca de R$ 10,6 bilhões. A diretoria do BNDES aprovou a prorrogação, por um ano, no prazo de pagamento das dívidas de produtores rurais, contraídas no âmbito dos Programas de Investimento do Setor Agropecuário. O novo prazo começa a contar após o vencimento da última prestação e vale para empréstimos já vencidos ou a vencer neste ano. O BNDES autorizou ainda a suspensão da cobrança das prestações dos empréstimos com vencimento neste ano, que só passará a valer após a prorrogação ser formalizada pelo agente financeiro que repassou o crédito do banco. Segundo o presidente do Sindicato Rural, ao se informar sobre a situação a correção dos empréstimos será feita, desde as datas de vencimento até o pagamento, pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) -hoje em 7,25% ao ano-, mais 1% ao ano. Para o BNDES, não há ainda um valor preciso de quanto poderá ser renegociado, já que o adiamento dos prazos será decidido mediante análise de cada caso, exceto nas operações contratadas com mutuários que tenham como principal fonte de renda as culturas de algodão, arroz, milho, soja, sorgo ou trigo e com agricultores familiares voltados à produção de leite. “Essas são as lavouras mais afetadas pela crise que assola o setor do agronegócio brasileiro”, falou Yoshimi Shintaku. Agricultores voltados às culturas com melhores desempenhos e cujos preços estão em bons níveis e que não foram afetadas por problemas climáticos não terão direito à renegociação. É o caso dos produtores de café e de cana-de-açúcar. |
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