Título: Acim articula criação de instituição em Marília
 
Flávio Gilssani, da Confederação Brasileira de Mediação e Arbitragem Empresarial fala para convidados na Acim
 
Diversos convidados estiveram participando na semana passada, de encontro na sede da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), para conhecerem detalhes sobre a possível criação da Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial na cidade. O Diretor Superintendente da Confederação Brasileira de Mediação e Arbitragem Empresarial, Flávio Gilssani esteve presente no encontro e foi o responsável pela apresentação dos detalhes. “O desejo da criação de uma câmara como essa é resultado de um trabalho em conjunto entre algumas instituições”, disse Sérgio Lopes Sobrinho, presidente da Acim, que ao lado do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e Sindicato dos Contabilistas de Marília, são as instituições locais que estão promovendo o encontro. “Mas a idéia é um resultado do trabalho da CACB, Sebrae e Facesp”, frisou o dirigente mariliense ao comentar sobre a participação da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), mais o Sebrae.

Segundo Flávio Gilssani é preciso que haja uma simplificação dos procedimentos judiciais. “A pior Justiça que existe é a tardia”, falou ao mostrar tabelas e gráficos que apontam uma crise generalizada no Poder Judiciário, com 8,5 milhões de processos encaminhados ao Judiciário por ano. “As soluções estão na arbitragem e na capacitação de pessoal especializado”, apontou ao mostrar uma série de argumentações sobre o assunto. “Existem causas que não precisam estar no Poder Judiciário”, falou ao afirmar que no Estado de São Paulo a média é de seis habitantes com processos na justiça. “Existem dois caminhos a seguir numa pendência”, disse. “Ou se vai para medidas judiciais ou para ações extra-judiciais”, falou ao apontar a primeira como sendo o Estado soberano e o segundo de acordo com o interesse das partes. “A Câmara de Mediação e Arbitragem simplifica, agiliza, barateia custos e o índice de satisfação é maior”, acredita o especialista que incentiva a criação do órgão em Marília.

Segundo pesquisas de 2004, 91% dos empresários olham o Poder Judiciário como moroso, 42% com custo elevado e 26% acreditam que seja justo e imparcial. Já os magistrados, 30% deles acreditam na morosidade, 19% admitem o elevado custo operacional e somente 3% afirmam que o Poder Judiciário é injusto e parcial. “São números interessantes e que devem ser analisados de diversas formas”, apresentou Flávio Gilssani que defende a criação da Câmara de Mediação e Arbitragem Empresarial em Marília, como sendo uma ação pioneira e que irá atender toda uma região grande do estado. “Marília vai sair na frente”, falou ao estimular Acim, Ciesp e Sindicato dos Contabilistas a criarem o órgão em Marília.