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| O presidente do Sindicato Rural de Marília, Yoshimi Shintaku, considerou positiva a informação de que a exportação de carne bovina cresceu 16% nos primeiros meses de 2006, porém esse índice não foi suficiente para compensar as perdas do setor com a valorização do real. “O pecuarista continua sendo punido com as crises no setor de carne do mercado mundial”, disse o dirigente que avaliou dados da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), e observou uma melhora nos preços, que contribuiu para que o valor em dólar arrecadado subisse 16% de janeiro a abril em comparação com o mesmo período de 2005. “Nos últimos 12 meses, no entanto, a desvalorização do dólar frente ao real foi de quase 28%”, comparou ao considerar preocupante a situação. Segundo Yoshimi Shintaku o trabalho efetuado pela Abiec, apresenta situações que indicam que o volume embarcado no primeiro quadrimestre foi apenas 2,43% maior que no mesmo período de 2005. A razão para o baixo desempenho, de acordo com os especialistas, seriam os embargos declarados por países devido à ocorrência de febre aftosa no país. “Esse foi o principal golpe diante dos pecuaristas”, avaliou o presidente do Sindicato Rural de Marília, ao generalizar prejuízo a todos os proprietários rurais que investem na pecuária. “O Brasil todo sofreu com isso”, falou. O maior indício de que o mercado pecuário brasileiro está abalado é a viagem repentina do Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues para a Rússia, visando uma tentativa para reabrir o mercado externo para os produtores nacionais. “Quase oito meses após a descoberta de focos de febre aftosa no Brasil, o governo ainda não conseguiu suspender o embargo à carne brasileira imposto por importantes importadores como a Rússia”, avaliou Yoshimi Shintaku que enfatizar a preocupação em razão de ser grande o número de proprietários rurais pecuaristas na região. A viagem do ministro Roberto Rodrigues tem intenção de um importante encontro com autoridades russas e deverá negociar a ida de uma equipe de sanitaristas russos ao Brasil, para averiguar as condições que se encontram o rebanho brasileiro. No ano passado, as importações de carne bovina e suína feitas pela Rússia somaram US$ 1,5 bilhão. Neste ano, até abril, ficaram em US$ 303 milhões. “O Ministro Rodrigues é uma pessoa bem articula e tem todas as condições possíveis para conseguir intermediar esta questão”, acredita o dirigente mariliense, porém se considera pessimista quanto a melhora dos índices até o final do ano. “Se o Brasil conseguir chegar próximos aos índices do ano passado, será um grande feito”, opinou. |
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