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| O volume de cafés especiais a ser colhido na safra 2006/2007 deverá atingir 1 milhão de sacas, segundo estimativas da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês), incremento de 25% sobre a safra passada, que chegou a 800 mil sacas. A maior parte deverá ser exportada principalmente para os Estados Unidos, Japão e países da Comunidade Européia. O crescimento pode ser considerado pouco expressivo frente ao total estimado para a colheita deste ano, entre 40 milhões e 43 milhões de sacas, das quais de 30 milhões a 33 milhões são arábica. Entretanto, o segmento de especiais é o que mais cresce no Brasil, a uma taxa de 10% ao ano, enquanto que os cafés tradicionais crescem 1,5% ao ano. Por outro lado, o ágio nos preços dos especiais costuma atingir 30% sobre as cotações dos tradicionais. O presidente do Sindicato Rural de Marília, Yoshimi Shintaku, disse que as informações divulgadas mostram que embora o café tenha atingido patamares expressivos de valorização nos últimos meses, o ágio sobre as cotações não deverá se alterar muito. “Conforme os dados que recebemos, os preços dos especiais são uma espécie de amortecedor do mercado”, explicou. De acordo com os dados divulgados, na maioria das vezes, quando o café está muito valorizado, se reduz um pouco de preço e quando os preços estão maiores costuma subir. “Mais uma vez, as cotações do dólar serão o principal desafio dos produtores este ano, porque eliminam a nossa competitividade”, afirmou. A Asociação divulgou que considera razoável um câmbio de R$ 2,40 a R$ 2,50 para a moeda americana. EXPORTAÇÃO - A exportação mundial de café apresentou redução de 16,57% em dezembro, em relação ao mesmo mês de 2004. Foram embarcadas 6,91 milhões de sacas de 60 kg, ante 8,29 milhões de sacas, conforme levantamento divulgado pela Organização Internacional do Café (OIC). No acumulado dos últimos 12 meses, ou seja, de janeiro/05 a dezembro/05, a exportação mundial teve queda de 4,67%. As exportações globais passaram de 90,69 milhões de sacas para 86,45 milhões de sacas. Desse total, 56,15 milhões de sacas são de arábica, o que significa queda de 5,65% e 30,31 milhões de sacas de robusta, registro de baixa de 2,79%. |
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