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| O desenvolvedor do programa The Loverspy e diversas pessoas que o compraram foram indiciados por supostamente violar leis federais de privacidade, nos Estados Unidos. O aplicativo foi elaborado para permitir que pessoas ciumentas possam bisbilhotar as atividades online do seu amor. Carlos Enrique Perez-Melara foi indiciado por 35 crimes em função de fabricar, distribuir e fazer propaganda de um software camuflado, que intercepta dados e dá acesso não autorizado a computadores protegidos. Se condenado, Perez-Melara pode pegar até 175 anos de prisão. O programa chegava por e-mail disfarçado como um cartão eletrônico e mostrava cachorrinhos e flores. Quando era executado, o software começava a gravar todas as mensagens de e-mail e páginas acessadas pelo computador infectado. Os dados seriam então transmitidos para outros computadores operados por Perez-Melara e repassados aos clientes. Quatro pessoas que compraram o programa, vendido por US$ 89 (R$ 217), foram acusados de dois crimes de invasão ilegal de computadores. Cada crime tem uma pena de até cinco anos de prisão e multa máxima de US$ 250 mil, ou R$ 600 mil. Autoridades disseram que outros foram acusados no estados do Texas, Havaí, Carolina do Norte e Missouri. Guilherme Mendonça, gerente de negócios da Impact, empresa de assessoria a Internet de Marília, disse que as informações divulgadas mostram que cerca de mil cópias do programa Loverspy foram vendidas em todo o mundo. |
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