Título: Preço da arroba do boi mantém estabilidade
 
Yoshimi Shintaku disse que informações mostram que preço da arroba do boi sofreu deságio
 
A estabilidade ainda é a tônica de julho para o mercado pecuário. A desvalorização do dólar e a oferta constante de animais terminados aparecem como os principais determinantes da situação, ao lado dos preços dos insumos que registram alta.

Os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) demonstram que de maio de 2004 a abril de 2005, os custos cresceram cerca de 11,9% e o Real se valorizou aproximadamente 15,5%. Isso significou o encarecimento de 32% aproximadamente da arroba em dólar, diminuindo a competitividade do produto nacional.

O relatório do Cepea que sai a cada mês é categórico. “A carne brasileira ainda é muito mais comprada que vendida”. A indústria brasileira não tem força para pressionar e repassar a alta dos custos para os compradores de carne e o problema se volta para o produtor rural, que tem que se virar para aumentar produtividade”, diz o estudo.

O presidente do Sindicato Rural de Marília, Yoshimi Shintaku, disse que as informações divulgadas mostram que os frigoríficos da região estão trabalhando com escalas que variam entre 7 e 10 dias. “E ainda que o preço da arroba do boi sofreu deságio em relação ao mês passado”, comentou.

Em Lençóis Paulista, estão pagando R$ 52 na arroba rastreada e R$ 51 na arroba sem documentação, ambas livres do Funrural. Em Lins, Bauru e Promissão a arroba rastreada está em R$ 53, para descontar o Funrural. Os negociadores de gado da indústria frigorífica afirmam que a oferta ainda é boa para machos e reduziu a abate de fêmeas.