Título: Empresas de tecnologia se aliam contra pirataria
 
As quatro maiores fabricantes de bens de consumo eletrônicos do mundo concordaram em usar um método comum para proteger música e vídeo contra a pirataria e cópias ilegais. O acordo foi firmado entre as japonesas Sony e Matsushita, que produz aparelhos da marca Panasonic, a sul-coreana Samsung e a holandesa Philips Electronics.

As empresas formaram a aliança, chamada Marlin Joint Development Association (Marlin JDA), porque desejam que os consumidores de seus produtos assistam ou ouçam “vídeos e música legais em qualquer aparelho, independentemente da origem inicial do conteúdo”, anunciaram em comunicado conjunto. A Marlin JDA dá às empresas especificações padronizadas para integrar funções de DRM aos seus aparelhos, que apóiem formas de distribuição de conteúdo comumente usadas.

“Isso promove integração operacional e maximiza a eficiência (na criação de novos produtos)”, disseram as empresas. A Intertrust Technologies, pequena empresa norte-americana que detém muitas patentes cruciais para proteção contra pirataria, também é parte da aliança.

Guilherme Mendonça, gerente de negócios da Impact, empresa de assessoria a Internet de Marília, disse que, segundo informações divulgadas, essa capacidade operacional integrada não existe no momento. Canções adquiridas na Connect, a loja de música online da Sony, só podem ser executadas em players portáteis Sony ou de empresas que comprem licença do sistema de administração de direitos digitais (DRM) usado pela companhia.

Os formatos de codificação e decodificação online também diferem de loja para loja, com a Apple usando o AAC em sua iTunes Music Store e a Microsoft usando o Windows Media. A incompatibilidade operacional retarda o sucesso do entretenimento digital e as consequentes vendas de aparelhos, acreditam as empresas.

Se não oferecem sistema próprio de proteção, como faz a Sony, as fabricantes de bens eletrônicos de consumo precisam escolher parceiros e licenciar o sistema DRM de alguém, para incluir em seus produtos. Juntas, elas vendem dezenas de bilhões de dólares em bens eletrônicos de consumo a cada ano.