O Conselho Nacional de Pecuária de Corte promoveu reunião com a Associação Brasileira do Novilho Precoce, Federação de Agricultura do Estado de São Paulo e representantes do Centro Panamericano de Febre Aftosa, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil e da Agência de Defesa Agropecuária do Pará com objetivo de discutir os caminhos para a efetiva erradicação da febre aftosa no País.
Durante a reunião, o vice-presidente do CNPC, Sebastião Guedes, não escondeu a preocupação com os potenciais reflexos negativos do foco de aftosa identificado em Monte Alegre, Pará. Segundo ele, esse fato mostra a necessidade de um plano consolidado para erradicar a aftosa nos circuitos Norte e Nordeste do Brasil. “Além disso, devemos estar preparados para esclarecer nossos parceiros internacionais e também a opinião pública brasileira sobre a chance de aparecer novos episódios semelhantes, pois o risco de encontrarmos novos focos na região não pode ser subestimado”, disse.
Yoshimi Shintaku, presidente do Sindicato Rural de Marília, explicou que, segundo as informações divulgadas, durante a reunião foi apresentado outro problema: a falta de pagamento por parte do governo do Rio Grande do Sul das vacinas contra febre aftosa adquiridas em fevereiro. “Temos informação de que este fato poderá ter reflexos na próxima campanha de vacinação do estado, programada para dezembro deste ano e janeiro de 2005”, comentou. Conforme dados divulgados, o Rio Grande do Sul deve R$ 4,6 milhões aos laboratórios fabricantes de vacinas contra aftosa, o que deve dificultar obtenção de fornecedores para a próxima licitação.
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