Título: Comerciantes não devem pagar títulos desconhecidos
 
José Augusto Gomes avisa para que não paguem cobrança em nome da Associação Comercial do Estado de São Paulo
 
O diretor administrativo da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), José Augusto Gomes, está alertando os comerciantes associados da entidade para que não efetuem e desconsiderem a cobrança bancária em nome da Associação Comercial do Estado de São Paulo, por se tratar de título desconhecido de entidade suspeita de ser ilegal no desenvolvimento da atividade. “Trata-se de uma entidade que está sendo processada pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e pela Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp)”, disse o dirigente.

Nos últimos dias tem sido grande o número de comerciantes associados que procuraram a Acim para saber se deveriam ou não efetuar o pagamento da cobrança em nome da Associação Comercial do Estado de São Paulo. “Essa entidade utiliza-se da força do nome da entidade paulistana para confundir os comerciantes”, comentou o dirigente que desconhece os propósitos e atividades desta organização que está sendo acusada de crime de estelionato. “Temos informações do Superintendente Jurídico da Associação Comercial de São Paulo, Carlos Celso Orcesi da Costa, que se trata de golpe”, afirmou o dirigente que está reunindo uma série de documentos de cobrança para enviar à capital paulista como comprovação do golpe.

A Associação Comercial do Estado de São Paulo não consegue na Justiça, comprovar a idoneidade da organização, que emite aleatoriamente cobranças bancárias para os comerciantes paulistas, dando a impressão de ser a mesma entidade representativa da Associação Comercial em todo o Estado de São Paulo. “As associações comerciais são filiadas a Facesp”, explicou José Augusto Gomes. “Os comerciantes são associados de associações comerciais locais e não do Estado”, comparou ao ser indiferente da existência legal, ou não, desta entidade duvidosa. “Independente de existir ou não, ninguém deve pagar qualquer cobrança bancária sem um contrato prévio e sem antes saber do que se trata”, falou ao generalizar.

Segundo informações do Departamento Jurídico da Associação Comercial de São Paulo, o processo de Crime de Estelionato, contra a Associação Comercial do Estado de São Paulo, foi confirmado por Crime Continuado e está sendo acompanhado por uma equipe de advogados especializados.