Título: Animais rastreados elevam preço do boi gordo
 
Yoshimi Shintaku acredita numa melhora do mercado pecuário com a necessidade do rastreamento do gado
 
Diante das normas estabelecidas pelo Ministério da Agricultura para a rastreabilidade do rebanho abatido, fez com que houvesse a elevação no preço da arroba do boi gordo. A constatação é do presidente do Sindicato Rural de Marília, Yoshimi Shintaku, ao avaliar os dados recebidos de pesquisas desenvolvidas pelo Governo Federal, publicadas nos principais veículos de comunicação do País. Segundo o dirigente, apenas os animais que estiverem com a certificação em dia, serão os mais disputados. “É um novo comportamento do mercado pecuário”, disse Yoshimi Shintaku.

A arroba do gado rastreado está com um ágio que varia de três a quatro reais, e, mesmo assim, ainda faltam animais para o abate. “Há casos em que os frigoríficos não negociam animais sem o rastreamento”, disse Yoshimi Shintaku que tem conversado com alguns produtores pecuários e ouviu várias vezes esse comportamento do mercado. “Mesmo o gado magro, que não é tão valorizado nesta época, está conseguindo bons preços”, disse o presidente do Sindicato Rural de Marília. “Desde que esteja rastreado”, acrescentou.

Segundo Yoshimi Shintaku o equilíbrio entre oferta e procura está garantindo um preço adequado para o gado, mesmo que não seja o esperado. “Diante do comportamento do mercado pecuário, dá para perceber que só saem na frente os vendedores que investem em genética de ponta”, comentou. “A qualidade do gado está garantindo a liquidez e o bom preço”, falou ao considerar como melhoria no mercado pecuário a introdução da rastreabilidade pelo Ministério da Agricultura.

As conseqüências da seca prolongada e de falta de pastagens da estação passada estão sendo superados agora pelo mercado, que amargou preços defasados no primeiro trimestre do ano. A expectativa, nesse momento, é positiva, e o clima tem grande influência nesse contexto. “As chuvas do mês de maio adiaram o início da seca e o mercado vai responder a isso com bons preços e liquidez mais adiante”, opinou o presidente do Sindicato Rural de Marília. “Os técnicos sugerem investir no gado magro”, falou ao conversar com produtores rurais da região de Marília sobre o assunto.