Título: Palestra orienta como evitar golpes no comércio
 
Maria Regina Borba Silva e Anderson Panciera orientam comerciantes sobre cheques clonados
 
Com o tema Cheques Clonados, a diretoria da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), organizou no auditório da entidade, uma palestra de orientação aos comerciantes e comerciários da cidade, de como evitar a ação de marginais na área comercial, através desta prática que vem diminuindo graças ao envolvimento da Polícia Militar, que faz a fiscalização preventiva e ao sistema informatizado de grande amplitude do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), em que os comerciantes associados estão integrados.

O agente de negócios Anderson Panciera e a advogada Maria Regina Borba Silva foram os responsáveis pelas orientações em razão da experiência de ambos, pois fazem parte da equipe de trabalho da Acim. “O vendedor é o primeiro a saber de onde é o cliente e como ele vai pagar”, disse Anderson Panciera ao apontar o comerciário como sendo a primeira ferramenta de combate a golpes de cheques clonados. “Ao solicitar sempre os documentos pessoais, e com a maior quantidade possível, certamente a ação do marginal será inibida”, acrescentou a advogada Maria Regina Boba Silva.

Quem participou do evento observou uma série de cuidados a serem tomados ao receber um cheque, seja de qualquer banco, cidade ou valor. Uma lista com o número do banco de 24 instituições bancárias existentes, com as respectivas agências e os nomes de cada uma delas. “Esta informação é importante, pois são números que constam nos cheques mais de uma vez e essa, também é uma forma de observar um cheque adulterado”, explicou Anderson Panciera que fez uma exposição visual de casos flagrados no comércio de Marília de cheques clonados.

Outra ação simples que qualquer comerciário pode executar é quanto ao número do telefone do consumidor. “Conferir sempre o número, que tem que ser de aparelho fixo e saber onde está instalado”, avisou. “Nunca utilizar uma informação de aparelho celular”, alertou ao considerar este detalhe como importante. “Até a confirmação do nome da mãe ou do pai, pode se descobrir um golpe”, acrescentou ao enfatizar que numa simples curiosidade sobre a data de nascimento, pode-se evitar um golpe, como já aconteceu.

Através dos números do Cadastro de Pessoa Física (CPF) também é possível encontrar meios para se evitar o sucesso de um golpe. Segundo Anderson Panciera, o último número do CPF identifica o Estado em que o documento foi emitido. “Daí é uma questão de especular, seja perguntando para o cliente ou comparando com os outros documentos”, ensinou ao entregar uma relação de zero a nove dos estados cadastrados.

Dia 23, quarta-feira, a apresentação será repetida, no auditório da Acim para outro grupo de comerciantes e comerciários, ás 16 horas. O evento está aberto e mais informações podem ser obtidas pelo telefone: 3402.3301.