Título: Chuva e frio não interferem nos preços do leite
 
Luiz Arnaldo disse que sazonalidade dos preços é questão antiga enfrentada por produtores de leite
 
Acostumados com a estiagem no período de entressafra, os produtores foram surpreendidos este ano com um clima atípico para a época: chuvas constantes e até geada. Porém a mudança no clima pouco interfere nos preços do mercado leiteiro. Para a assessora de economia da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), Adriana Mascarenhas, representante da instituição na Câmara setorial do Leite, a geada prejudica o pasto, diminuindo a produtividade do rebanho.

A assessora explicou que o fenômeno teve uma duração muito curta. “É muito cedo para prever conseqüências na produção do leite”, completou. Segundo ela, mesmo com a umidade favorecendo as pastagens, provavelmente não haverá reflexos nos preços do leite, devido a uma diminuição na produção e oferta em todo o país, por outros fatores. “Este quadro climático foi observado aqui e não ocorreu em todo o país. Considerando que 80% da produção é vendida para outros estados, os preços se manterão”, disse.

Luiz Arnaldo Cunha de Azevedo, diretor executivo do Sindicato Rural de Marília, disse que a sazonalidade dos preços é uma questão antiga enfrentada pelo produtor. “O problema está mais ligado a questões de mercado do que ao clima”, comentou. Além disso, segundo o diretor, há desequilíbrio muito grande nos preços entre os períodos de safra e entressafra. O diretor lembrou que o produtor não consegue se capitalizar o suficiente no período de safra quando os preços baixam demais. “Por isso, na entressafra não pode investir na suplementação e não consegue manter o equilíbrio na produção”,disse.