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| O pecuarista brasileiro está vivendo um momento positivo em razão do Brasil ter alcançado o mérito de maior exportador mundial de carne bovina, no entanto, entre os melhores do mundo é um dos raros países que ainda não classifica ou tipifica 100% das carcaças de animais abatidos destinados à alimentação humana. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Marília, Yoshimi Shintaku, o processo de tipificação de carne no Brasil está sendo ampliado de acordo com as determinações e prazos do Ministério da Agricultura e das exigências do mercado exterior, de forma lenta. “É uma questão de tempo”, disse o dirigente ao lembrar que em breve não haverá outro tipo de comercialização legalizada de carne no Brasil, sem ser a tipificada. Para Yoshimi Shintaku uma pequena parcela da população brasileira tem poder aquisitivo para comprar carnes originárias de carcaças de animais selecionados. “Esse hábito ainda não está próximo da maior camada consumidora de carne”, disse o presidente mariliense. “Acredito que a médio prazo isso poderá acontecer, como aconteceu em outros países da América do Sul”, falou. “É uma situação natural, caso o Brasil queira se manter como o maior produtor do Mundo em exportação de carne bovina”, opinou. A importância na classificação e tipificação de carcaça é a de possibilitar aos produtores obter qualidade no rebanho, com uma carcaça de melhor conformação e, conseqüentemente, um maior preço. É possível, também, classificar e tipificar carcaças de bovinos visando um maior aproveitamento do lote abatido em relação à homogeneidade e padronização das carcaças no que se refere a quantidade e distribuição de gordura. “A classificação consiste em agrupar em classes as carcaças que tenham características semelhantes e a tipificação diferencia as classes em grupos selecionados”, explicou Yoshimi Shintaku. Para o consumidor este processo garante a aquisição de carne inspecionada pelo Governo Federal, padronizada, com qualidade e níveis corretos de gordura. Cada País tem as exigências próprias fazendo com que toda a carne adquirida seja tipifica como garantia de qualidade. Geralmente os padrões variam conforme os hábitos alimentares e o poder aquisitivo da população. De acordo com a portaria número 612, de cinco de outubro de 1989, o sistema nacional de tipificação de carcaças observa como parâmetros, o sexo, a maturidade, a conformação, o acabamento e o peso do animal. |
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