Título: Indústria da música processa mais 477 internautas
 
A Associação da Indústria Fonográfica da América (Riaa) anunciou que processou mais 477 pessoas por infração de direitos autorais online. A iniciativa é parte de esforço para pôr fim à pirataria musical gerada com serviços de trocas de arquivos pela Internet.

Desde janeiro, a Riaa já processou mais de dois mil usuários de serviços de troca de música como Kazaa e Grokster. O grupo identificou os suspeitos apenas por seus endereços na Web, já que, em dezembro, uma corte de apelações decidiu a favor da operadora Verizon Communications, decretando que os provedores de acesso à Internet não são obrigados a revelar os nomes de seus usuários.

Como já fez em processos anteriores, a Riaa pretende descobrir os nomes e endereços dos acusados por meio de intimações judiciais individuais, disse porta-voz da entidade. A ação anunciada se dirige contra pessoas que utilizam provedores comerciais, além de 69 pessoas em 14 universidades, entre elas as de Brown, Emory e Princeton. Em março, a Riaa processou 89 internautas que usam redes de universidades.

Desde setembro a associação já abriu 2.454 processos na justiça e já chegou a acordos extrajudiciais em 437 deles, cada acordo no valor médio de US$ 3 mil. Na semana que terminou em 27 de abril, cerca de 1,5 milhão de pessoas fizeram download do software de troca de arquivos Kazaa, segundo o site Download.com, pertencente à CNET Networks.

Guilherme Mendonça, gerente de negócios da Impact, empresa de assessoria a Internet de Marília disse que uma nova pesquisa feita pela Pew Internet & American Life Project indica que o número de pessoas que afirmam descarregar música, legalmente ou não, aumentou de 18 milhões em dezembro, quando o grupo conduziu sua última pesquisa, para 23 milhões. A Riaa representa os maiores selos de música do mundo, tais como a Warner Music, a BMG, o EMI Group, a Sony Music e o Universal Music Group.