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| Por causa do racionamento de energia elétrica imposta pelo Governo Federal, a Imasa - Indústria Manufatureira de Saponáceos Ltda da cidade de Marília deixou de crescer neste ano aproximadamente 40% em sua produção mesmo com equipamentos adquiridos, mas que não podem ser utilizados. “Comparado com o ano passado estamos com 60% de nossa produção”, disse Abílio Eugênio Martinhão proprietário da empresa ao lado do irmão José Carlos Martinhão. “Isto prejudicou o lançamento de alguns produtos, inclusive”, acrescentou o industrial que esperar compensar na produção do ano que vem. Depois de 11 anos trabalhando em uma empresa semelhante na cidade, os irmãos Martinhão resolveram abrir a própria empresa e há 19 anos, conquistando o mercado aos poucos. “Começamos a produzir sabão a partir do resíduo de óleo vegetal”, lembrou este administrador de empresas e analista clínico. “Quando em Marília existiam fábricas como Novaes, Zillo e Mercantil Fernandes, facilitavam o acesso à matéria prima”, explicou ao mostrar a necessidade de mudanças empresariais com o fechamento destes fornecedores. “Os produtos de limpeza em geral sofreram uma maior qualidade com produtos químicos”, frisou ao considerar este comportamento como uma modernidade. Fixada numa área própria de 35 mil metros quadrados a beira da rodovia comandante João Ribeiro de Barros, a SP 294, a indústria utiliza apenas 1.800 metros quadrados de área construída, sendo 1.500 m2 somente para o setor industrial. Com 12 funcionários e equipamentos recém adquiridos, atualmente a Imasa tem uma produção de 10 toneladas em sabão em barra; 50 toneladas em sabão em pó e apenas 300 toneladas com os amaciantes. “Se não fosse o racionamento de energia, com certeza nossa produção seria quase que dobrada”, lamentou Abílio Eugênio Martinhão, que espera para o próximo ano lançar produtos na linha de sabonetes e lava-louças. Sem a utilização de qualquer tipo de efluentes (poluidores ambientais), a Imasa conta com produtos químicos de empresas de Bebedouro, Valinhos, São Paulo, Assis e outras cidades do Mato Grosso do Sul. Atuando somente no Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso e Brasília, com os produtos Unic (pó), Eldorado (sabão) e Fícus (amaciante), a Imasa pretende atender em breve a rede hoteleira com sabonetes descartáveis. “Nestes estados estamos entre os cinco melhores”, frisou o industrial que vislumbra um crescimento vertiginoso na área doméstica. “Somente 12% da população utiliza sabão em pó”, frisou. “A utilização de muitos produtos domésticos depende do hábito das pessoas”, explicou ao lembrar que já fora convidado a se instalar no Paraná e em Pernambuco, mas que não pretende deixar Marília. |
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