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| A diretoria da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim), está alertando os comerciantes associados para o prazo estipulado por empresas duvidosas que enviam cobrança bancária ilegal para diversos comerciantes, na esperança de que o pagamento seja feito irregularmente nas primeiras semanas de cada mês. “É uma espécie de golpe comum, em que o comerciante desinformado acaba caindo”, disse o presidente Sérgio Lopes Sobrinho ao receber inúmeras cobranças bancárias de associados que desconhecem a origem da cobrança. O golpe é muito simples. Denominada Associação de empresas do comércio, Grupo de lojistas, Centro do Comércio, Associação Comercial do Brasil, ou qualquer outra instituição inexistente, o comerciante mariliense recebe uma cobrança bancária de valores diversos que variam de R$ 60,00 à R$ 250,00, com a data prevista de pagamento para um dia entre as duas primeiras semanas do mês, justamente quando se concentra o maior número de débitos oficiais e para fornecedores do comércio em geral. “A quantidade é tão grande de vencimentos nesta época do mês, que por algum descuido o comerciante acaba pagando”, lembrou Sérgio Lopes Sobrinho, ao justificar o golpe aplicado. O abuso e a quantidade de falsários são tão grandes, que um mesmo empresário mariliense recebeu este mês seis cobranças de seis empresas fictícias diferentes. “Chega a ser cômico, para não dizer apavorante”, disse Wanderley Martins Mendes, associado da Acim. “Recebo essas cobranças que se quer sei do que se trata e que não tenho nenhum vínculo”, frisou ao mostrar a quantidade de cobranças ilegais que recebeu ultimamente e que já recebeu em outros meses. “Tenho certeza que tenha comerciante que pague, sem saber do que se trata, pois do contrário o golpe não continuaria”, acredita o empresário que também fez o alerta na Acim. A determinação do presidente da Acim é que o comerciante não pague e que envie o documento até à entidade, que está providenciando um amplo dossiê para acionar na justiça, se for preciso, sobre as justificativas da cobrança. “Já sabemos que muitas dessas entidades não existem”, disse José Augusto Gomes, diretor administrativo da Acim e quem já fez o levantamento das instituições citadas e quem está recebendo as cobranças ilegais para colocar no dossiê que está sendo montado. “A quantidade é grande”, falou. “Mas o importante é que o pagamento não seja feito, pois do contrário será complicado rever o dinheiro pago”, avisou o diretor. |
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