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| Sérgio Lopes Sobrinho O comércio de Marília se desenvolveu muito bem neste final de ano, com as vendas de Natal. O volume de venda foi tão positivo, que algumas pessoas resolveram criticar o comportamento da Associação Comercial e Industrial de Marília, por inveja ou pura desinformação, afinal qual seria o motivo de tanta celeuma sobre o desempenho do comércio mariliense, se todos foram testemunhas do enorme volume de consumidores nas ruas da cidade e principalmente dentro das lojas? Será que existe tanta coisa a ser criticada, com tanto crescimento? Ou é melhor criticar, só pra falar que pode existir algo de errado? Primeiramente é importante que se deixe claro que qualquer promoção com sorteio de prêmios é exigência por Lei Federal, que se cumpra uma série de burocracia, que inviabilizam qualquer campanha financeiramente e em termos de envolvimento da classe. Se existem cidades que querem promover este tipo de campanha de forma aleatória e assumirem os riscos de uma fiscalização e autuação, o problema não é da cidade de Marília. É oportuno que se diga que a Acim já teve problemas judiciais por desrespeitar a lei por causa de campanhas promocionais mal organizadas e sem planejamento estratégico realizadas por administrações anteriores, mas graças ao envolvimento dos comerciantes associados este débito já está quitado e hoje a Acim não tem compromissos financeiros pendentes com qualquer órgão fiscalizador em todos os níveis (municipal, estadual ou federal) e só realiza ações legalmente discutidas por todos os associados. Esse é o preço de agir honestamente: ser criticado por pessoas que são desinformadas. Sobre o Natal Iluminado, as pessoas imaginam que é de responsabilidade da Acim cuidar da ornamentação pública, atividades culturais ou criar atrativos turísticos. Isto é competência do Poder Público e não de uma entidade classista. Até 1996 o comerciante era obrigado a pagar pelos enfeites natalinos. Desde 1997 o comerciante não paga nada, pois através da parceria entre ACIM e Prefeitura Municipal a responsabilidade é toda do Poder Público Municipal que arca com os custos e as secretarias competentes, das atividades culturais específicas para o Natal e os atrativos turísticos. O objetivo da Acim é atrair consumidores de Marília e região para o comércio da cidade. Fazer o consumidor entrar nas lojas é de responsabilidade do comerciante. Falando em crescimento e desenvolvimento do comércio de Marília muitos perguntam: e o calçadão? Quero deixar bem claro que estudos e projetos já foram realizados com acompanhamento e orientação da Prefeitura de Marília, e para concretizar este projeto, é preciso que haja um entendimento entre as partes interessadas que são: comerciantes, proprietários de imóveis e Prefeitura de Marília. A Acim já vem realizando um trabalho de articulação desde 1997, e os projetos estão a disposição para quem quiser conhecer. É bom que se esclareça de uma vez por todas que a Acim é a favor da geração de empregos. Por isso o desejo de trabalhar o máximo de tempo possível, de forma correta e legalmente viável. É a favor do empreendedorismo, ou seja, quanto mais lojas na cidade melhor a qualidade de vida da população. É a favor do desenvolvimento, para isso as pesquisas estão sendo feitas para direcionar melhor os planos de ação. A Acim é à favor do comerciante, pois é à ele que a diretoria e os funcionários da entidade devem satisfação, assim sendo, quando forem falar do comércio de Marília, nos procurem pois será mais simpático promover críticas com base em informações devidamente corretas. As críticas são necessárias e a Acim quer ouvi-las, pois não se tem na entidade qualquer pretensão de ser o Dono da Verdade. A Acim trabalha pela maioria interessada do comércio local. Por ser uma entidade que completa 70 anos de fundação na cidade, penso que está na hora de se respeitar uma organização forte e representativa, pois duvido que qualquer sindicato classista ou associação da cidade tenha a pujança que tem a Acim, sendo uma entidade septuagenária. Se hoje a Acim completa 70 anos, é porque os comerciantes se preocupam com o crescimento de Marília. Nada será feito sem planejamento e que se respeite à lei. Por isso, se algo não for feito na cidade pela Acim, em favor do comércio local, não é por incapacidade e sim por ser uma entidade que prima pela honestidade e cumprimento da Lei, pois não é à toa que a Associação Comercial e Industrial de Marília é tida como modelo em todo o País, baseada em cidade do porte de 200 mil habitantes. Sérgio Lopes Sobrinho é presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília e vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo |
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