Título: Tem que ser bom ....
 
José Augusto Gomes

...para as duas partes. Quando vejo esta frase começo a refletir: realmente é preciso ser bom naquilo que se faz. Analisando o mercado empreendedor, é possível dizer que o maior patrimônio de uma empresa hoje é o capital intelectual que ela possui. A partir do momento que o empreendedor observa seu funcionário como um parceiro e colaborador, começa a incentivar características importantes para a evolução pessoal e profissional. Por fim a empresa pelo qual os dois defendem e dependem, passa a ter características como criatividade, liderança, agilidade, entre outras, que se tornam únicas.

Existe uma grande revolução profissional e empreendedora despontando neste terceiro milênio. Somente vão encontrar espaço neste momento de alta competitividade, aqueles que tiverem a afinidade para encarar o processo de mudança com muita tranqüilidade. Muitos fatores farão do profissional do terceiro milênio, um apaixonado pela empresa que atua, se tornar naturalmente um funcionário exemplar, pois é importante sentir-se parte fundamental da empresa. Mas isto só vai ocorrer a partir do momento que sua satisfação pessoal for atendida, quando se tiver o prazer de trabalhar; orgulho de ver suas idéias sendo colocadas em prática, e observar elas surtirem bons resultados, senti-se valorizado e conquistar o reconhecimento da própria capacidade intelectual e de realização. É maravilhoso sentir-se importante para a perenidade da empresa.

As empresas de hoje não querem mais contratar profissionais "manda que eu faço" os famosos "capatazes". As empresas querem líderes comandando líderes. E como sabemos, uma liderança pode ser formada com espírito de equipe, respeito e submissão. Submissão??? Sim, submissão, pois a partir do momento que se tem objetivos comuns e as tarefas fazem parte de um grande "todo", é importante que se tenha um processo de hierarquia para que cada profissional saiba seu papel na conquista deste objetivo comum, mas sem comprometer sua liderança, dando-se espaço para a criatividade sem limites e invasão de espaços alheios.

Este perfil de profissional do terceiro milênio está ligado diretamente a busca incansável por informações através de palestras, cursos, livros, revistas especializadas, internet, etc. A pessoa só terá condições de discutir idéias, ser criativo, se conseguir concentrar um bom conteúdo intelectual. Ai alguém pode perguntar? Muito bonito no discurso, e na prática? Pois bem. O dia a dia quem faz é a gente mesmo. O poder de convencimento tem que estar muito afiado para que possa convencer as pessoas, de que seu projeto é o melhor no momento. E as pessoas só vai conseguir isto, se tiverem informações. Conhecimento.

Em seguida vem a agilidade. A capacidade de por em prática as idéias e os ideais do empreendedor, e do colaborador (que a partir dai já não é mais funcionário e sim participante das decisões a serem tomadas) é o passo principal na execução do plano elaborado. Quando todos participam das decisões, o processo de realização é muito mais fácil, pois se tem uma administração participativa, tem pessoas leais lutando por objetivos comuns.

Depois vem a sensibilidade do empreendedor de reconhecer se os objetivos foram alcançados e produzirão lucros. Tem que haver a participação de todos que estiveram envolvidos no processo, para chegar a esta conclusão. Só assim vai ser bom para as duas partes.

José Augusto Gomes é formado em Ciências Contábeis e Gestão de Negócios