Título: Rotarianos conhecem ação do Instituto Elos
 
Edgar Gouveia Júnior, do Instituto Elos, fala em reunião do Rotary Club Marília Pioneiro
 
Os rotarianos do Rotary Club Marília Pioneiro que estiveram participando da última reunião ordinária do clube no Sun Valley Park Hotel, tiveram a oportunidade de conhecer com riqueza de detalhes, um dos projetos desenvolvidos pelo Instituto Elos na baixa santista entre a população mais carente. A apresentação foi do arquiteto Edgard Gouveia Júnior, diretor presidente do Instituto Elos no Brasil, além de ser especialista em jogos cooperativos e empreendedorismo juvenil e comunitário. “Foi uma aula de humanidade”, definiu o presidente do RC Marília Pioneiro, Irineu Bisterço Filho ao assistir toda a apresentação do convidado que fez uma exposição de fotos desde o começo até os tempos de hoje, das atividades promovidas naquela comunidade.

Ao enfatizar o Projeto Universidade Aberta, desenvolvida pelo Instituto Elos, Edgard Gouveia Júnior mostrou aos rotarianos todas as etapas que foram promovidas pelos estagiários do programa. “Utilizamos quatro pontos fundamentais para qualquer projeto”, enfatizou o palestrante ao explica cada situação como: olhar, afeto, sonho, e mito. “É preciso ter um olhar da situação real, desejo de ajudar no sentido puro da palavra, querer fazer o inimaginário e valorizar as ações realizadas”, falou de forma específica, chamando a atenção de todos os presentes. “O erro de algumas entidades assistenciais, é não perguntar as prioridades de quem será ajudado”, falou ao repetir por diversas vezes a importância do envolvimento da comunidade em todas as ações que vierem a ser planejadas. “É através dos próprios recursos e potencialidades do grupo necessitado é que vem a solução para muitas das dificuldades que eles vivem”, ensinou.

Ao ajudar um bairro de caiçaras na baixa santista a construir uma creche para 150 crianças, o Instituto Elos aprendeu uma série de questões humanitárias que somente vivendo e estudando o comportamento da comunidade carente, é que foi possível promover o engajamento de diversos setores da sociedade em geral. “Talvez o Rotary neste sentido esteja mais apropriado para esta etapa do projeto”, falou ao mostrar a importância de se definir o projeto social em cinco momentos: percepção, informação, reflexão, preposição e ação. “É sentindo a necessidade, colhendo dados, pensando em como fazer, planejar ações específicas e fazer. Foi assim que conseguimos agir”, mostrou.

A importância do afeto entre os envolvidos no projeto e principalmente a criação de laços, até então inexistentes na comunidade, foram alguns dos ensinamentos aprendidos por Edgar Gouveia Júnior. “A união de afetividade foi o combustível para a realização das obras que conseguimos estimular aquela comunidade a desenvolver”, falou ao mostrar aos rotarianos a importância da empatia entre os que querem ajudar e os que serão ajudados.